CPQD Podcast
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PIX O desafio no combate à fraude: como o mercado financeiro está se preparando?
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Olá pessoal, boa tarde a todos. Eu sou a Silene, estou responsável pela área de marketing e vendas do CPQD. Muito obrigada a todos que nos assistem e sejam todos muito bem-vindos. Hoje o nosso bate-papo é sobre um assunto muito atual e que está em altíssima em todas as notícias, que é a questão do PIX, o sistema de pagamentos instantâneos gerido pelo Banco Central. E até por se tratar de um tema que está tão em alta, e tão nesse momento é o que mais se fala, a gente sabe que existem aí muitas lives, já aconteceram muitas e tem muitas acontecendo, ainda teremos muitas lives sobre o assunto, com certeza, o que torna aqui o nosso desafio de trazer informações novas ainda maior. Mas a gente entende que nos preparamos para isso, até porque, por outro lado, ao mesmo tempo que todos estão falando muito sobre o assunto, ainda existem muitas dúvidas, o que é bastante natural e normal, especialmente quando se trata de uma entrada de um novo sistema de tamanha amplitude, complexidade e até tratando de uma situação disruptiva. Nós estamos iniciando uma nova fase para a realização de transações financeiras. Então, bastante natural as dúvidas, nós esperamos aqui ao longo da nossa live, nós pensamos junto com os nossos convidados em um roteiro que esperamos ajudar a entender pontos aí de tantos detalhes que existem neste assunto, esclarecer e que tenhamos aí um bom aproveitamento da live, nós acreditamos muito nisso, ok? O nosso tempo estimado de live é de 1 hora e 15h, a gente deve terminar aí em torno de 1h15, é o que está programado, ok? Para dar início, então, ao nosso bate-papo, eu convido aqui os nossos panelistas, para começar com o Alexandre Pinto, que é diretor de inovação e novos negócios da Matera, o Diego Cansado, que é head da OLXP, a Aretusa Senna, que é superintendente de governança, riscos e compliance do Omnibanco e Financeira, e finalmente o Saulo Nardim, que é gerente de negócios e soluções aqui no CPQD. Olá, pessoal, boa tarde a todos, sejam todos muito bem-vindos para esse nosso bate-papo, e mais uma vez muito obrigada por aceitarem o nosso convite, para a gente trocar aqui informações, experiências, enfim, vamos fazer aqui um papo legal sobre esse assunto que está tão em pauta por todos, né? Para todos, ok? Para a gente começar aqui o nosso esquenta, eu vou pedir que, por favor, cada um de vocês se apresentem brevemente e falem um pouquinho aí da instituição que vocês representam aqui. Eu vou começar em, começamos então, pelo Alexandre, Diego, Aretusa e Saulo. Por favor, vamos lá, Alexandre.
SPEAKER_00Legal. Boa tarde, Selene, boa tarde, Aretusa, Diego, Saulo. Acho que é uma satisfação para mim, como representante da Matera, participar dessa live. É um assunto, como a Selene comentou, muito interessante, impacta a vida de várias pessoas e empresas. Eu trabalho como diretor de inovação da Matera, a Matera é uma empresa de tecnologia voltada para o mercado financeiro, e a gente tem soluções que conectam as instituições financeiras, as fintechs, por exemplo, à rede do Pix. Então, atualmente a gente tem mais de 100 instituições que utilizam a plataforma Matera, direto ou indiretamente, para fazer as transações Pix.
SPEAKER_03Legal. Muito obrigada, Alexandre. Vamos lá, Diego.
SPEAKER_04Boa tarde, pessoal. Boa tarde, Slene. Boa tarde, amigos panelistas aqui e audiência que está aqui assistindo a gente. Eu estou vindo aqui representando a OLX. A OLX, boa parte deve conhecer, é um of the major marketplaces of Brazil. And recently a gente with a part of the OLX, a gente of intermedia of transactions, so much parecida with various marketplaces. And to track those methods of pagment, and the fix dele is a method of pagaments that have potential for us. And this aspect, I think it's an assumption for a gente, which is how this méthode de pagamento está vindo and a gente traz segurança insectos de pagamento.
SPEAKER_03Legal. Muito obrigada, Diego. Arietusa, for favor. Boa tarde, Slenny.
SPEAKER_02Boa tarde, panelistas, todos os participantes, o pessoal que está aqui ouvindo a gente, audiência. Bom, sou a Tusa Cena, sou superintendente de risco contra França e Compliance lá no BIC Financeira. Na OMINA a gente tem algumas empresas investidas, DEX, participantes aí do sistema financeiro. Como instituição financeira e também com o Sadan, eu e também cliente de instituição financeira, que é participante do Pix. A ideia aqui é que a gente traga muito mais conhecimento de vida com vocês e compartilhe aí como o sistema financeiro e a Sintechs estão atuando frente ao Pix e os desafios e oportunidades que temos com o Pix. É isso, boa tarde a todos, obrigado pela oportunidade.
SPEAKER_03Muito bom, obrigado, Nietusa. Saulo, for suaves.
SPEAKER_05Boa tarde, Firlane. Boa tarde a todos os panelistas andados que estão conectados prestigiando a nossa live. Espero que a gente tenha um bate-papo very agregador top, aspectate in this sort of FIX. I'm no CPQD for more than 15 years, where I had the opportunity to participate in the conception of our product, which is a platform antifraude do CPQD. And during the initial passage, I was in the area of pré-venda, where I atue como gerente de negócios e solutions, and so responsible for enterprise as necessities of mercados, relacionadas à plataforma de antifraude, and propor a melhor solução para os nossos clientes.
SPEAKER_03Maravilha, Saulo, muito obrigado. Obrigada a todos. Então agora vamos lá, vamos começar aqui com o nosso bate-papo. Bom, a ideia aqui é que a gente tente pelo menos, né? Seguir uma ordem aqui dividida em três blocos, tá? A gente vai falar bastante aí da amplitude, né? Do tamanho, do que significa todo esse arranjo aí para o funcionamento do Pix. Então a ideia aqui é a gente começar falando das necessidades e desafios no que diz respeito à robustez de todos os sistemas envolvidos aí nesse grande arranjo. E sempre, como disse bem o Saulo, sempre com um pano de fundos segurança, como também tocou o Diego, quando a gente fala de segurança aqui, vamos sempre lembrar que tem pelo menos duas grandes dimensões. A preocupação de todos os provedores envolvidos, ou as instituições financeiras, enfim, todos os envolvidos. And vamos lembrar também que na entrada de algo novo, e que se fala de dinheiro, existe sempre uma grande preocupação sobre a questão de segurança por parte dos usuários. E a gente sabe que tudo isso vai dar muito certo se as pessoas aderirem, se a gente tiver muito usuário usando Pix. Então, bastante importante que a gente tenha condições aí de esclarecer o máximo possível a questão de segurança. Mas ainda assim, no primeiro bloco, com o plano de fundo de segurança, a ideia é a gente falar mais sobre a questão de robustez dos sistemas envolvidos. No segundo bloco, sim, a gente explorar ainda mais a questão de segurança, nas dimensões aqui que a gente comentou. And para fechar no terceiro bloco, onde a gente vai falar um pouco mais sobre o futuro do Pix. Ele acabou de começar ainda com poucos serviços, mas tem muito pela frente, né? Que claramente, quanto mais portas, a gente tem também mais riscos, é verdade, mas se não igual ou mais ainda, nós temos em oportunidades. Então, essa é a ideia da gente falar em todo o nosso terceiro bloco. Eu quero aproveitar para lembrar a todos que estão nos assistindo, que, por favor, coloquem suas perguntas aí no chat do YouTube, onde vocês estão nos acompanhando, que seja ao longo da live ou no final dos três blocos, a ideia é que nós possamos responder a perguntas que tenham vindo de vocês. Ok? Então, para a gente começar aqui o nosso primeiro bloco, eu vou começar com uma breve contextualização, só para colocar todo mundo aqui, especialmente aqueles que nos assistem, na mesma página. Então, quando a gente fala do Pix, apesar do PIX estar sendo falado há bastante tempo, ele começou de fato a rodar na prática, aí praticamente desde o início de meados de outubro, início de novembro, quando começaram os cadastramentos das chaves. E aí entramos nós, usuários, entrando nas nossas instituições e cadastrando as nossas chaves. Esse foi um primeiro evento, depois, desde o início de novembro, a gente já começou a ter algumas transações, sempre de pagamento e transferência, para um público restrito, que foi um público escolhido pelas instituições, até para que houvesse uma experimentação maior de todo esse ecossistema na prática, em produção. Mas agora, finalmente, a partir do dia, finalmente não, porque foi rápido, foi tudo muito rápido, né? Mas agora, desde o dia 16, na última segunda-feira, realmente entrou tudo em produção e em operação geral, e hoje o sistema está disponível para quem quiser transacionar via PIX para pagamentos e transferências. Então, em grandes linhas, vocês podem me complementar, mas em grandes linhas, esse é o processo que a gente está falando aí do Pix. E olha, e com essa entrada, de fato, na última segunda-feira, de forma aberta, vamos dizer assim, eu ainda hoje estava olhando alguns números só para ilustrar, mas olha, até segunda, fechamento da segunda-feira eu não tenho aqui os números atualizados de ontem, eu tenho os números da segunda-feira. Na segunda-feira já existiam em torno de 73 milhões de chaves cadastradas. Lembrando sempre, pessoal, chave é diferente de quantidade de clientes usuários, né? Lembrando que cada usuário, pessoa física, pode cadastrar até cinco chaves. Mas eram 73 milhões de chaves cadastradas na segunda-feira. Na segunda-feira foram em torno de 1,1 milhão de transações que circularam aí, que transacionaram via PIX, num valor transacionado na ordem de 780 milhões de reais. Então é assim, começou, e a gente sabe que isso é só o começo, mas para começo nós vamos estar sempre falando de volumes muito grandes. Daí o nosso bate-papo aqui sobre a questão de robustez, escalabilidade, segurança nos sistemas que vão suportar esse grande arranjo. E aí, nesse sentido, eu começo aqui pedindo para o Alexandre, sobre o chapéu de um provedor de soluções, como você diz, soluções de core bancário, aplicações relacionadas, que você comente aqui conosco como você viu até essa última segunda-feira e como você tem visto, tem acompanhado o preparativo da entrada em operação, a entrada em operação em si aí na última segunda-feira, especialmente focando nos seus clientes, tudo aquilo que você está ouvindo aí no mercado, especialmente nos pilares de segurança, gestão de capacidade e modernização das aplicações. Vamos lembrar que nós vamos ter muitos usuários se tivermos uma boa usabilidade, ou melhor, se as instituições trouxerem usabilidade. E também no monitoramento desses serviços, que vale lembrar, 24 por 7, ou seja, 24 horas por dia, 7 dias por semana, com mais um pequeno detalhe. Uma transação Pix tem que acontecer em até 10 segundos. Está fácil. Vamos lá, Alexandre.
SPEAKER_00Bacana. A gente teve um primeiro dia, a gente obviamente vem acompanhando muito de perto os nossos clientes, os bancos, as fintechs que se conectam ao Pix. Realmente foi um esforço bastante grande, eu diria que o esforço maior foi até no começo desse mês, que a gente teve o lançamento mais restrito, que a gente chamou de, o BaSem chamou de soft opening, com até 5% das contas, num horário ainda um pouco mais restrito. Então, ali foi um ponto interessante, um momento interessante que a gente acertou os últimos detalhes. You confesso que o dia 16, a segunda-feira, foi um dia surpreendentemente tranquilo, no geral, para todo mundo. Você comentou, Sinena, a gente teve mais de um milhão de transações no dia, algo realmente impressionante, and as coisas fluíramos. Houve situações, obviamente, aconteceram algumas situações, mas muito pontuais. A gente tem que lembrar que o Pix é um meio de pagamento como os outros que a gente tem. Então, às vezes, a gente tenta pagar um boleto, fazer uma TED, fazer um saque, às vezes acontece algum problema, isso é normal, faz parte, mas no geral realmente a entrada in production was very positive, and a redeem, se base in a infraestrutura básica, inspira in a redeem that exists at more than a redeemed, a redeem das TEDs, and a gente coordenado by the Bank Central. A gente who was accounted to have a TED that aconteces at horário comercial and demore 15 minutes, até um pouquinho mais para acontecer, mostrar para as pessoas que você consegue transferir dinheiro. And the maioria dos provedores, a matéria inclusive, a gente trabalha para fazer essa transação em menos de three segundos, de dois topes. Então é muito bacana você ver a expressão das pessoas quando elas veem o dinheiro saindo de uma conta, de um banco A para o banco B em questão de um dois segundos, e vendo o extrato. Então, realmente está sendo bastante gratificante, a rede realmente está performando muito bem.
SPEAKER_03Muito bom. Muito bom, Alexandre, obrigada. Aliás, isso quem acompanhou na segunda-feira, isso era notícia, inclusive, passada pelo presidente do Banco Central, justamente a satisfação do primeiro dia em operação, que foi considerado um sucesso absurdo, né? Muito poucos incidentes e nenhum relacionado ao grande sistema de liquidação que está lá no Banco Central. Muito legal, muito bom ouvir isso. E aí agora eu gostaria de ouvir, primeiramente, do Diego, sobre a perspectiva de um comércio eletrônico, né? Mas na mesma linha, na sequência, ouvir a Aretusa, na perspectiva de uma instituição financeira, e também um olhar de fintech, que eu sei que ela bem entende do assunto, né? E aí ouvir um pouquinho de vocês, na perspectiva de vocês, esses desafios da entrada sob essas perspectivas, né? De segurança, escalabilidade, robustez, enfim. Queria ouvir vocês agora. Vamos lá, Diego.
SPEAKER_04Obrigado, Cilene. E eu vejo muito positivo a entrada do Pix. Ele tem todo um grau de preocupação que acho que não é só da Olift, mas de todos os varejistas, quando você entra em um método de pagamento novo. Because um varejista é muito importante a conversão, é muito importante que o pagamento funcione, que ele tenha uma confiabilidade, que você consiga ter um grau de segurança, que você consiga trabalhar com o modelo de antifraude funcional. And a gente viu que até então, o que a gente está sentindo do Fix, vendo as perspectivas, is that a gente teve muito poucos incidentes, ele está trazendo um grau de confiabilidade. Ele está trazendo um grau de confiança, de velocidade that is important for varejistas. Which, if an usually um cartão de crédito, basically restrito ao boleto orgulho transactions that are mais complexes, and a gente feel a good perspective, um grande futuro que isso pode trazer. Existem sim algumas dificuldades que a gente vai ter que trabalhar, for example, como que a gente trabalha toda a parte de modelo de fraude, modelo operacional, como que você interpreta isso num fluxo de um varejista. Eu acho que o mercado inteiro está aprendendo, mas sim, eu acho que a entrada do Pix em produção funcionou muito melhor do que. Olha, funcionou muito bem, tá? Eu acho que pouca gente ia imaginar que ia ter um sucesso nesse nível que teve.
SPEAKER_03Isso mesmo. Muito bom, Arietusa, vamos lá. Conta pra nós aqui.
SPEAKER_02É, acho que como instituição financeira e também com o viés de fintech, a gente chama fintech todos os meios de pagamento que estão disponíveis, e para o cliente final, no fundo, o fintech se misturou aí, porque ele tem um produto financeiro e ele quer utilizar esse produto financeiro com a maior estabilidade, usando todos os mecanismos. Eu vejo que um grande desafio das instituições, que já tem ali o cliente different of papel aqui olhando, fazendo comparativo com o LX, eu já tenho uma vontade inerente quando eu procuro. A instituição está ali muito mais para entender o tipo de cliente que ela tem na base ou que ela quer prospectar, o perfil do cliente, público-alvo, e a gente vai começar a sentir dentro da carteira de cada instituição financeira, o mercado, se aquele cliente tem uma aderência ao PIX, porque foi um investimento muito grande, está sendo um investimento muito grande dentro das instituições financeiras para que ocorra o PIX e que ocorra dentro de todo esse cenário que o Alexandre trouxe proporcionar isso. As instituições financeiras estão ali para eu receber o meu salário, para eu fazer os meus investimentos, para eu conseguir ter o meu cartão. Então eu preciso trazer isso para o meu cliente como mais uma solução sim. Acho que tem um desafio, inclusive, para a gente começar a olhar por que essas chaves não estão sendo cadastradas, por que o meu cliente não aderia ao PIX, o que está faltando para ele, né? Acho que o primeiro viés aqui é da segurança. Vou falar pra mim como cidadã, eu sempre me coloco nessa posição de ser o primeiro cliente, né? E eu faço um benchmark dentro de casa. Todo mundo da minha família está com o Pix. Ah, não sei ainda se é seguro, se não é. Então a gente vai começar a sentir, acho que esse é um desafio, né? Começar a sentir quem é esse público que usa o Pix, né? Tanto das pessoas físicas como das pessoas jurídicas, quais são as transações que estão sendo usadas, inclusive para potencializar o Pix dentro das instituições. Eu vejo que.
SPEAKER_03Aretusa parou? Voltou. É, ela caiu. É, ela caiu. Pessoal, a Aretusa voltará, tá bom? Então vamos seguir aqui o nosso bate-papo e ela voltará aqui para o nosso bate-papo a qualquer momento, tá? Ela está em São Paulo e já tinha nos avisado que realmente lá está uma chuva muito grande e a internet estava com alguma instabilidade, como eu mencionei no início, tá? Sem problemas. Vamos em frente, ela retorna já. Saulo, eu vou então aqui nesse ainda nesse bloco de robustez, aí sobre o chapéu de um provedor de uma solução aí de prevenção a fraudes, que também é um sistema que faz parte de todos os que vão compor, estão compondo aí esse grande ecossistema. Queria te ouvir sobre como é que você, nesse tempo, você acompanhou inclusive algumas implantações, queria ouvir de você quais foram, quais estão sendo as principais barreiras enfrentadas, ele são atendidas com a entrada do PIC já com monitoramento de prevenção a fraudes aí nesse momento. Como estão esses sistemas no ponto de vista de atender, né? Essa robustez, rapidez, eficiência, enfim, comenta um pouco com a gente. Aretus, agora você está nos ouvindo bem, está tudo bem. Você quer concluir? Eu tinha passado aqui a pergunta para o Saulo, mas fique à vontade, quer concluir?
SPEAKER_02Estou acabando, Saulo. Já vou fazer o gancho para você. Acho que questão de tecnologia, acho que é o desafio de toda instituição, né? Ter um investimento. Eu ouvi essa frase há muitos anos atrás, eu acho que faz muito sentido. Seremos empresas de tecnologia é fornecendo um serviço financeiro. Acho que a questão central é essa. O que a gente precisa é compor esses investimentos tecnológicos, principalmente, porque o grande gancho é que, além da agilidade e tudo mais, a pergunta de plano de fundo da sociedade é seguro, o PIX. Então, eu acredito que aqui a tecnologia vai conseguir dar toda essa robusteza e a segurança that o cliente, seja ele ou o meu, o do Alexandre, ou da Letícia, seja quem for, ele quer, né? Porque a gente quer Segurança. Então é só com a tecnologia mesmo dado esse ambiente, esse ambiente financeiro agora. Obrigada, gente. Desculpa.
SPEAKER_03Perfeito, perfeito. Muito obrigada, Aretusa. Vamos lá, Saulo, tá claro? Preciso repetir? Guardou aí a pergunta?
SPEAKER_05Então vamos lá. Vamos lá. Bom, vou usar o gancho da Aretusa, né? Sobre o questionamento se o PIX é seguro, tá? Vale ressaltar aqui que o PIX é seguro, tá? Em termos de tecnologia. O Banco Central criou camadas de autenticação, criptografia ponta a ponta entre as instituições, tá? E além disso, a gente tem a camada de segurança dos próprios apps, dos provedores de serviços de pagamento, como a senha que você coloca no seu app, uma biometria que você venha a fazer o segundo fator de autenticação. Então, isso acho que serve para acalmar todo mundo que no contexto geral o Pix 5, o FIX é seguro. Indo para a pergunta a respeito da robustez, da rapidez, da eficiência, o que eu tenho acompanhado é que it's necessary that a instituição possui processos ofrecing as definidos and the operation seems support for profit experiences of segurances that just travel in outside or ranges of pagaments. Focusing in technologia and principally for antifraud, I intend that the solutions dev attention to three requisitos essenciais. The prime deles, obviously, is a instantied do PICS. Come a Cernane falou, a gente 10 segundos para fazer o fluxo total do dinheiro sair da conta de um pagador e ir para a conta de um recevedor. And a análise anti-fraude and risco de uma transaction entra no meio dessa execução dessa transaction. So important to ferramenta que te devolva uma resposta de aprovar ou mandar uma transação para análise na casa das dezenas de secondes. Another requisito que eu vejo como muito importante é a escalabilidade. A solução tem que estar preparada para suportar grandes volumes de transações por segundo. E à medida que as operações no PSP aumentam in termos de volume, a solução também tem que acompanhar esse aumento sem possuir uma degradação de performance. E o último requisito que eu coloco na ferramenta é que ela seja adaptável. Como o sistema é novo, o Pix é novo, muito provavelmente você vai ter novas fraudes que vão surgir à medida que o uso se massifique. Então a solução tem que permitir para a área de negócio, de segurança, de fraude, que essa área consiga configurar in tempo real andas regras de tratamento para cenários de fraudes antes non conhecidos. De forma que você consiga identificar uma nova ameaça andar a perda finance and a perda de imagem da organization. Comezic, o PIX is bastante seguro in terms of arranjo de pagamento. Andas fraudes de engenharia social, I entend that in the Moon PIX has an aumento proporcional. One of the objectives of Bank Central is just to track people desbancarized, which have poor access to this digital, and turn always more facilities to these fraudulent and opportunities. So for an idea, during the moment of pre-cadastround of chaves, there were many notices of fraud of type phishing, which is a technical fraud online where the fraudador envy a message false, SMS, with the objective of collecting the bank or information of usuals. I tive down a lot and dads of Febraban that this type of fraud teve um crescimento de 60% during the pandemic. Então acho que é isso.
SPEAKER_03Tá bom, muito bom. O Saulo, agora o resto da conversa que nós vamos falar, que tem como prevenir tudo isso, para ninguém ficar apavorado, tá certo?
SPEAKER_05Com certeza.
SPEAKER_03É isso aí. Bom, mas então agora a gente indo aqui para o obrigado, Saulo, indo para o segundo bloco, e aí a gente explorando ainda mais essa questão de como prevenir a fraude de novo. Especialmente pensando que nós precisamos que os usuários tenham segurança em utilizar o Pix, tá certo? Então, aí eu só trago mais uma variável aqui como contextualização, que como o Saulo já falou bastante aí sobre a questão de fraude, mas aqui a gente pode pensar que o PIX é como se fosse também um novo canal entrando para transacionar, tá certo? E o que a gente acompanha aí ao longo de tanto tempo sobre a questão de fraude, usualmente, ao entrar um novo canal, naturalmente acontece uma migração do tipo de fraude em outros canais, há uma migração para novos canais. Quem quer fraudar fica procurando ali formas de fraudar, e ainda no contexto do fixo, a gente ainda tem novas formas, por exemplo, essas questões que o Saulo já trouxe, e vamos falar um pouco mais aqui, a questão do QR Code, de possivelmente ter um QR Code fixo, por exemplo. Enfim, ainda traz outras possibilidades de fraude, aparentemente. E ainda quero destacar que nós estamos falando de um ecossistema que no momento já existem 734 entidades, PSPs, indiretas e indiretas, já homologadas, que hoje estão aí fazendo rodar esse ecossistema como um todo. Então, assim, é um universo de entidades, e aí ainda falta certamente será em muito outro lado, que são todos que vão aderir a utilizar o Pix. Sejamos nós, como usuários, como bem disse a Aretud, eu também estou querendo testar, já estou criando um machado para testar, mas tem a questão dos lojistas, que com certeza Diego vai falar um pouco mais, mas que vai fazer toda a diferença, né? É onde está um grande movimento de pagamentos. E eu acabei tendo acesso aí a uma pesquisa recente, realizada por uma adquirente, onde ela entrevistou em 1.065 lojistas. Essa pesquisa foi no início de novembro. Certamente, se aplicada hoje, ela já teria sofrido alguma alteração. But naquele momento, dos 1.065 lojistas de vários segmentos, 74% respondeu que ou não estava, ou não sabia se estava apto para ter o PIB. Então, percebe, ainda existe um universo enorme para crescer e crescer e crescer, com todas essas características. Então, realmente tem um desafio aí para garantir a segurança nesse processo como um todo. E aí, nesse sentido, eu queria começar ouvindo, Alexandre, qual é a sua opinião aí do quanto os participantes do arranjo estão se preparando com essa questão de prevenção à fraude. E aí, eu acho que até para esclarecimento daqueles que nos assistem, eu gostaria que você comentasse um pouco sobre a questão de quem é o Liability, quem é que paga a conta se houver uma fraude. É com você, Alexandre.
SPEAKER_00Legal, legal, muito bom. Realmente é uma preocupação muito pertinente. Eu diria que todos os participantes, os PSPs, os provedores de serviços de pagamento, eles têm que ter essa preocupação, porque o Pix tem uma característica importante que a gente fala que é uma transação irretratável ou irreversível. Então, nesse aspecto, ela lembra o pagamento do boleto, o pagamento da TED. Uma vez que a gente paga um boleto ou manda uma tED, o dinheiro sai da nossa conta e ele foi. Não tem como voltar. Se você mandou uma tede para a pessoa errada, pagou um boleto errado, falso, enfim, caiu algum tipo de phishing, como o Saulo comentou, você vai ter que, de alguma maneira, tentar buscar this dinero. Obviamente the liability in this type of situation acabando para a provedora da conta. Então, onde você tem relacionamento, seja um banco grande, de varejo, seja um banco digital, uma fintech, esse banco é responsável para garantir a segurança, pelo menos ter os mecanismos para mitigar esse risco. In a situação normal, obviamente, até o Banco Central teve esse cuidado com relação à experiência de uso, o meio de pagamento Pix é muito seguro, porque quando você usa uma chave, por exemplo, usa um e-mail, a Silene vai cadastrar o e-mail dela aqui e tal, vou transferir para a Silene, eu coloco o e-mail, se eu digitar algum caractere errado e tudo mais, ou não vai achar aquela chave, o aplicativo já vai me avisar, esse e-mail não existe, ou eventualmente ele vai trazer o e-mail da Silene e vai trazer mais informação, com o nome completo, qual o banco, alguns dígitos do CPF, enfim. Então a gente, como pagador, a gente vai ter informação ali para confirmar aquele pagamento. Então, acho que é uma questão até da... O Saulo comentou, do desbancarizado, da pessoa às vezes que não têm muito hábito, acho que esse é um desafio, mas o meio de pagamento em si vai dar essa chance de a gente olhar para quem está, confirmar para quem a gente está pagando. Então, isso é um ponto importante. Mas de qualquer forma pode acontecer uma fraude, engenharia social, alguém descobrir sua senha, conseguir fazer algum tipo de transação. E nesse aspecto é importante realmente que o banco ali, o provedor do serviço da conta transacional, se prepare. Porque é o que acontece hoje, se acontecer algum tipo de fraude, no banco que eu tenho relacionamento, alguém fez uma TED indevidamente, aonde que eu vou? Eu vou no banco, eu vou explicar para o banco, eu vou mostrar ali que eu não fiz aquela transação e o banco vai ter que, de alguma maneira, me reembolsar, ou enfim, eu demonstrar que eu fiz aquela transação. Então, nesse aspecto, não muda muita coisa. Eu diria que é um meio de pagamento melhor nesse aspecto do que a TED, por exemplo, o próprio boleto. Ele dá mais segurança para o usuário. De qualquer forma, o risco sempre existe, é importante que o PSP esteja preparado para lidar com esse tipo de situação.
SPEAKER_03Muito bom. Obrigada, Alexandre. Agora eu vou aqui pedir para o Diego. Diego, antes de ir para a pergunta desses desafios todos, e você, como comércio eletrônico, tem um desafio de evangelizar e trazer mais e mais usuários, tá certo? Aí vamos lá, se a gente pensa aí um pouco em comércio eletrônico, um dado, né? Um dado aí certamente conhecido por todos. A gente tem pesquisas que mostram que, se comparar, eu não vou nem incluir a pandemia na história, tá? Se a gente comparar os números de comércio eletrônico do primeiro trimestre de 2019 com o primeiro trimestre de 2020, ou seja, antes da pandemia, acontece-se um crescimento de 47% de transações no comércio eletrônico. Então, o crescimento não tem nem o que comentar. Recentemente viu uma outra pesquisa aí de um banco mostrando que transações nesse mesmo período com cartão de crédito pulou 13 pontos percentuais em relação ao que acontecia em abril do ano passado e o que acontece esse ano, movimentando compras presenciais para compras no comercial. Então, em todo lugar que a gente olha, acho que não há melhor dúvida, né? Crescimento exponencial, enfim. E ainda, para tornar isso ainda mais exponencial, a gente tem as questões sazonais, né? Existem algumas datas comemorativas que eu fico ainda maior, dia das mães, dia dos namorados, enfim. Natal. E agora, o novo, que é o Black Friday. O Black Friday agora faz parte do calendário de compras, né? Já entrou no nosso calendário. E nós estamos, inclusive, às vésperas aí do próximo Black Friday. E também já podemos observar alguns fazendo propaganda do tipo, né? Pague compites e tenha 15% de desconto, né? Já dá para a gente observar algumas propagandas nesse sentido. Então, aí, nesse sentido, Diego, fala um pouco pra gente como é que tá aí essa preparação, esse desafio. Qual que é aí a tua visão sobre essa questão de segurança que vai ter uma prova de fogo aí em 10 dias?
SPEAKER_04Não, é, Silene, o Pix muda um pouco a lógica de negócio, como é que os marketplaces, como é que os e-commerces trabalham. Eu até consigo dar as duas perspectivas, porque por ser um e-commerce eu tenho tanto o lado do vendedor, que ele está recebendo dinheiro e eu tenho a conta transacional dele, como eu tenho o lado do comprador que está fazendo uma compra de e-commerce. E eu acho que é interessante trazer um pouco essa perspectiva. Hoje, quando você vai fazer uma compra online, você faz uma compra com cartão de crédito, o usuário que está fazendo essa compra, ele tem uma ferramenta na mão dele chamada chargeback. O que significa o chargeback? Eu vou comprar numa loja que eu não sei, que eu não conheço a procedência, mas eu vou comprar online. Se eu tiver algum problema, se aquela loja for uma fraude, etc., eu posso fazer um desacordo comercial, eu posso fazer um chargeback. Esse é o motivo do chargeback ter surgido desde o início. Ok, que todos os fraudadores usaram o chargeback por outros motivos, acabou você sendo mais dor de cabeça do que deveria, mas esse é o fundamento dele por trás. O FIX não tem essa ferramenta. O Fix é uma transação que você comprou, o dinheiro foi, e você tem que confiar que quem está recebendo vai te fornecer o produto, vai te fornecer o serviço. Isso fortalece muito os e-commerces de grande porte, que são reconhecidos, que já você não tem uma dor de cabeça menos. Eu não tenho que me preocupar com a fraude do chargeback, que agora essa responsabilidade é do banco autorizador. O banco que tem a conta digital que autorizou o pagamento. So do outro lado, ele atrapalha os e-commerces pequenos, atrapalha os pequenos vendedores. Porque você vai comprar online, eu não conheço, você não tem a ferramenta de chargeback, você vai dar esse dinheiro sem saber. Por isso eu vejo muito a importância dos marketplaces e, por exemplo, o LX nesse aspecto, que a gente está sendo um intermediador da transação. Então, por mais que você não tenha essa ferramenta de chargeback, você não conheça o vendedor, eu estou dando essa garantia e a gente está operando para mitigar. Quer dizer, a gente está sendo uma camada de segurança para resolver um problema que até então era resolvido pelas bandeiras e a gente vai trazer uma solução equivalente dentro do ambiente do PIX. Do outro lado, com os vendedores recebendo dinheiro nas contas digitais dele como portador de uma empresa que tem a conta de pagamento, a gente sabe que sim, a gente tem toda a preocupação da saída do dinheiro. Se a gente vai autorizar um pagamento, a gente é o liable pela autorização, a gente tem que garantir que a gente tenha segurança. Então é um grau de complexidade no antifraude que a gente vai ter muito maior do que a gente tinha diferente. A lógica é invertida, em vez da lógica estar no momento do e-commerce, no momento do receber o pagamento, está na hora de fazer o pagamento, e eu acho que todo mundo vai ter que se adaptar como funciona essa lógica diferente.
SPEAKER_03Muito bom, muito obrigada. E aí, até aproveitando para lembrar o que o Alexandre falou no começo, que eu me lembrei aqui, a importância da cultura, do aculturamento, de quando qualquer um for fazer uma transação, se atentar e checar minimamente os dados ali, como ele bem mencionou. É mais um trabalho que tem que ser fortemente realizado aí sobre a questão do aculturamento. E agora, obrigada, Diego e Aretusa, e agora eu queria te ouvir nessa mesma linha de desafios sobre a perspectiva de uma instituição financeira ou fintech aí, com todo o crescimento que vem pela frente, sem dúvida nenhuma, como você mesmo disse, vocês vão promover campanhas para entender, está tendo um pouco cadastro de chave, queremos mais, e os desafios desse volume que certamente virá. Espera aí, está no mudo. Aretusa, você está mude.
SPEAKER_02Agora foi. Agora foi. Bom, Sérgio, obrigada pela pergunta. Bom, como gestora de riscos, ninguém que abre isso a risco, mas ninguém tem auto-appetite. A gente tem discutido bastante in those institutas, e o pior risco é o risco que a gente não conhece. Para o Pix é novo. Então, a gente não sabe those risks that this nice model, this nice meio, but the risco traz um pouco, and the fraude, o histórico, it traz um pouco de um lastro do que já aconteceu e a gente aprende em uma engenharia social, um pouco do gancho que o Alexandre falou e tudo mais que eu digo também, o comportamento acaba sendo muita base de ferramenta para as áreas de gestão de risco. Eu vejo aqui um risco potencial, mas é um risco que as instituições e até o próprio modelo do PIX, a forma como está sendo realizada, ela vai trazer essa robusteza e a segurança. É isso que a gente precisa demonstrar. É o pior. Por isso que a gente não conhece. A gente está trabalhando para tentar entender os riscos e modelar para a redução, mitigação dos riscos. Eu vejo um processo também desafiador para as instituições para mitigar o risco. Você falou aí do número grande de participantes, a gente tem participantes direto e indireto, como eu falo do Diego, a gente tem tanta informação para trabalhar andar a troca. A gente precisa começar a promover a troca entre participantes. I costumic that I don't ganho nada sendo a gestora de riscos que mais mitiga o risco. If the sistema financeiro traz uma instabilidade, uma insegurança para a sociedade, I acabou cada vez mais investindo em tecnologias andar, que é o mesmo risco da Alexandre. Então a gente precisa promover a troca. Eu acho que é o grande passo, dado esse ambiente, com tantos participantes e tanta informação dentro do sistema financeiro vetado pelo Banco Central. A gente tem condições de ter um sistema financeiro muito mais saudável, muito mais provício para uma competição íntegra, sustentável, de longo prazo. Então eu acredito que junto com o risco, se vieram desafios bem interessantes para o sistema financeiro, para a Sintex. Eu acho que esse é o próximo passo muito importante. A gente precisa promover a troca de informações na mesma atividade que a gente quer promover o PIX. E aí tornar um sistema muito mais seguro, que é isso que todo mundo quer.
SPEAKER_03Muito bom, muito bem colocado, muito bem colocado, Aletus. E agora a gente tem uma base central aí que pode facilitar muito isso, né? Esse compartilhamento. Muito legal, muito obrigada. O Saulo, para a gente fechar esse bloco, você já comentou bastante aí sobre o sistema, se quiser agregar alguma coisa na capacidade do sistema de prevenção à fraude para suportar todo esse volume que você coloque, mas em especial eu gostaria que você esclarecesse e falasse um pouquinho como é que numa transação que tem que acontecer em 10 segundos, o que nós temos aí de chorinho, de SLA, enfim, para tratar casos suspeitos de fraude, né? Conta um pouquinho aí como será isso.
SPEAKER_05Tá bom. Na verdade, acho que é um grande desafio aí, tanto em termos tecnológicos quanto em termos operacionais, né? A questão de você ter que fazer uma transação PIX em 10 segundos, e também tem a questão lá de 24%, qualquer dia e horário da semana. Eu vejo aí em termos operacionais que muitas operações de fraudes trabalhavam apenas em horário comercial, porque tratava TED, dock, boleto, and agora eles estão tendo que se reorganizar, porque o modus operandi acabou mudando. So acaba sendo um desafio inclusive operacional para os PSPs. Com relação à tecnologia, eu entendo que é necessário realmente uma ferramenta robusta, fazendo propaganda do CPGD, a gente atendia cartão de crédito, então a gente já tinha esses SLAs agressivos, mas agora você tem também esses SLAs agressivos no mundo PIX. Então você tem que ter realmente uma ferramenta que tenha um tempo de resposta adequado and processamento adequada. Com relação a sua pergunta sobre como que vai funcionar os SLAs de transações suspeitas, o que acontece? Tem uma resolução do Banco Central that foi acordada com as instituições, membros do PIX, onde uma transação suspeita de infração como fraude ou lavagem de dinheiro, passa a ter um tempo máximo de SLA para tratamento de 30 minutos em dias úteis, das 8 da manhã às 20 horas, horário de Brasília. Andas, the tempo máximo passa a ser 60 minutos para fazer essa análise de uma transaction suspeita. No caso onde a transaction é tida como suspeita, O provedor de serviço de pagamento precisa notificar o usuário sobre a transação dele sobre análise, e o usuário tem que ter uma opção no app ou na internet para poder cancelar essa transação a qualquer momento. Durante esse tempo, que seja 30 minutos ou uma hora, a instituição tem que avaliar o risco real dessa transação, seja através de autenticação em dois fatores, tipo biometria, ou mesmo entrando em contato com o cliente para confirmar se essa transação realmente foi realizada por ele. Uma vez confirmando que aquilo é uma fraude, a instituição tem a possibilidade de cancelar aquela transação, negar a transação, e notificar o Banco Central sobre aquele evento of fraude. Para o Banco Central criar essa base que a Eretusa falou que seria muito bom a gente ter no mercado. Acho que é um passo do Banco Central, a gente começa a construir uma base onda fora a gente tem a ser úteis para análise de segurança.
SPEAKER_03Muito bom, muito obrigado, Saulo. Só um comentário, num dado momental, você falou que as operations de fraudes não rodam usualmente 24%. Só para a gente esclarecer, as operations de fraude rodam, né, Saulo, 24%. O que usualmente não roda 24% são as operações de prevenção a fraudes.
SPEAKER_05É verdade, tá certo, Vilene. Muito bem colocado.
SPEAKER_03A gente vai trabalhar com prevenção a fraudes. Bom, brincadeiras à partes, vamos à parte, vamos para o nosso último bloco. A ideia agora é a gente falar um pouco sobre o futuro, né? Então, como a gente já mencionou aqui, nesse momento os serviços disponíveis para transacionar via PIX, nós estamos falando de pagamentos e transferências que já está aí rodando. Mas é claro que, assim como a gente tem tantos outros serviços que hoje a gente faz em outros, por exemplo, no Mobile Bank ou qualquer coisa assim, outros serviços irão para o Pix também, inclusive já algumas coisas anunciadas pelo próprio Banco Central como agenda para o início do próximo ano. Nesse sentido, eu queria ouvir aqui, quer dizer, à medida que a gente inclui novos serviços, e aí eu já tinha comentado um pouco a questão do QR Code offline, pagamento de impostos e tantos outros que devem entrar, à medida que a gente coloca mais serviço disponível, aumentam as possibilidades das aberturas para novos tipos de fraude. Então, nesse sentido, começando pelo Alexandre, Alexandre, a gente sabe que usualmente isso não é só para o contexto do setor financeiro, vamos dizer assim. Aliás, eu até considero que o setor financeiro sempre cuidou muito mais de segurança, desde sempre, historicamente, por razões óbvias até, o que circularia é dinheiro. Então, apesar disso também ser um setor que sempre cuidou mais de segurança, ainda assim nem todas as instituições, e aqui nós estamos falando de um universo muito maior, de pequenos, fintechs e assim por diante, até as grandes instituições, a gente sabe que nem todas já têm aí como mainstream na pauta o tempo todo a agenda de segurança. Agora o PICE realmente força um pouco isso, especialmente com a entrada de novos serviços. Como é que você tem observado isso? Você é um provedor de soluções, como você já disse, importante dentro desse arranjo, tem como parceiro do CPQD para a parte de prevenção a fraudes, mas falando sério, como você tem ouvido isso, como você tem percebido isso no mercado, e a gente está tendo uma maior preocupação com a questão de segurança na maioria dessas instituições. Queria te ouvir um pouco sobre isso. Aí também quero te ouvir, desculpa, nós estamos no último bloco, quero ouvir você falar também sobre oportunidades. Aqui a gente tem risco sim, mas a gente também tem espaço para oportunidades para novos negócios, porque eu também quero te ouvir sobre essa perspectiva.
SPEAKER_00Eu costumo dizer com relação a essa questão de risco, se o mercado conseguiu fazer com que o meio de pagamento, o cartão de crédito, seja percebido pelas pessoas e pelas empresas como um meio seguro, o Pix é, entre aspas, fichinha. O cartão de crédito é um meio, se a gente for analisar friamente, altamente inseguro. Se alguém tira a foto do seu cartão de crédito, pega os números ali, o CVV, o número ali atrás do cartão, em princípio ele pode fazer uma compra online, num telemarketing e tudo mais, mas as pessoas se sentem extremamente confortáveis de usar, porque existe toda uma cadeia de valor já construída ao longo dos anos, que dá essa segurança para todo mundo, tanto para o pagador quanto para o recebor. Então, com o Pix também eu vejo dessa forma, como o Diego comentou, muda um pouquinho a lógica, principalmente no mundo online, onde esse ônus fica muito mais com relação à fraude, muito mais do lado do recebor, então o recebed que tem que se preocupar mais com a fraude, porque se houver uma disputa, chorback, quem acaba pagando a conta é o recebido, agora vai mais para o originador da transação, mas as ferramentas existem, elas estão sendo adaptadas, o CPQD já, como você comentou, já trabalha nesse mundo há bastante tempo. Tem que ser feito, com certeza, and tecnologia, não é nada do outro mundo. O mercado brasileiro é extremamente maduro e sofisticado e vai com certeza achar soluções que sejam, que combinam aquela praticidade do meio de pagamento, principalmente do PIX, a facilidade é muito rápido com a segurança que a gente precisa. Com relação à oportunidade, eu diria que a gente tem duas perspectivas. Tem a perspectiva do regulador, do Banco Central, você até comentou. Ah, daqui a pouco vai ter o PIX agendado, a gente vai poder agendar um PIX, vai ter o PIX para você sacar no varejo, por exemplo, dinheiro, para quem ainda gosta, ainda tem esse hábito ou vício de usar o dinheiro espécie, enfim, vai ter essa opção. Já saiu uma notícia que a gente vai conseguir pagar impostos, algumas guias já da Receita Federal com o Pix, com o fundo de garantia, enfim. Então, essas são definições do regulador, que são muito importantes aí para a rede. Essa é uma perspectiva. Mas existe uma outra perspectiva que eu acho que, do ponto de vista de oportunidade de negócio, a gente só está bem na superfície, que é olhar o Pix como um canal de comunicação, de envio de dinheiro da conta A para a conta B, um canal, como a gente já falou aqui várias vezes, online, 24 por 7, muito barato, que pode ser usado para implementar uma série de modelos de negócio. Por exemplo, você pode dar crédito via Pix. A gente fala, não, precisa ter o saldo na conta ali para você conseguir fazer o Pix. Mas se você não tiver saldo na conta naquele momento para comprar uma Coca-Cola na padaria, o seu banco pode depositar, entre aspas, na sua conta e te dar aquele crédito. Ele vai te cobrar você depois ali uma taxa de juros, ou vai cobrar de quem está recebendo ali a padaria, como é o caso do cartão de crédito. Isso é algo assim, para mim, a gente fala no-brainer, é algo muito provável que vai acontecer no curto prazo, ou seja, você usar o Pix para como um canal de crédito. Outro exemplo recente, que a gente até vem acompanhando, a matéria vem ajudando, que é o padrão de open delivery. Então, hoje você tem alguns aplicativos de entrega de comida, de compra do supermercado, e a gente, num group maior ali, junto com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, está estruturando um padrão de tal forma que o restaurante consiga se conectar de forma padronizada in varios fornecedores, vários applicativos, vários marketplaces de entrega, não só os tradicionais, mas um Magalu, um Olix, e pedir comida por ali de uma forma muito padronizada. A integração fica muito padronizada e a gente pensa, está usando o Pix como uma mensageria, ou seja, junto com o PIX, com o pagamento vai o número do pedido, da comida, daquela entrega. Então, já chega, vamos dizer, conciliado, aquela compra já chega conciliada para o restaurante. A gente tem falado de compra de bens como carro, você pode colocar o código do Renavan ali no Pix também, já faz o registro no Detran, compra de imóvel, que você também já pode colocar a matrícula e dar uma segurança muito grande, tanto para o comprador quanto para o vendedor. Hoje é uma preocupação danada quando você compra, tem que estar todo mundo junto no cartório, você faz uma TED, a pessoa que está ali confere na conta dela, isso você pode fazer tudo numa transação só. Então, o mundo de possibilidades realmente é gigantesco. Acho que o regulador colocou uma base e agora a gente pode realmente inovar bastante todo o mercado.
SPEAKER_03Maravilha, muito bom, obrigada, Alexandre. Agora, eu vou aqui mudando um pouquinho a ordem, começando pela Aretusa e depois o Diego, agora a Lei, o First, Aretusa, eu quero que vocês coloquem um pouco, se achar que tem que estar caindo algum risco nesse futuro aí que a gente está visualizando, mas também principalmente a gente explorar aí oportunidades que vocês veem no ponto de vista de instituição financeira e feedback, e depois ouvir o Diego no ponto de vista de um comércio eletrônico. Vamos lá, Aretusa, por favor.
SPEAKER_02Tá bom. Com relação, vou puxar um pouco aí da fala do Alexandre, que eu gostei da questão da opção do saque, né? Discute-se para a prevenção à lavagem de dinheiro, o quanto o Brasil circula em dinheiro, e a gente não precisa discutir aqui do porquê que tem esse problema da circulação do dinheiro, né? Dinheiro na cueca, dinheiro na mala, dinheiro no apartamento, tudo isso que vem à toa. A questão da moeda eu acho um pouco importante, principalmente porque a gente hoje o caixa eletrônico é um custo alto da promoção desse custo. E a gente já percebeu até indexa nos meios de pagamento que é possível a gente dar essa amplitude do comércio, né? Então eu vejo como uma preocupação, mas olhando aí para a questão do risco e também a possibilidade de gerar negócios, eu vi recentemente uma matéria que estava até, inclusive, fazendo uma propaganda do PIX, né, para o pagamento de impostos, as cidades que estão distantes dos centros, que não são bancarizadas, não tem uma agência na cidade, o comércio local junto ao dinheiro para pagar os tributos, os seus impostos, ou mesmo os seus fornecedores que têm cidades pistas. Então, assim, na contramão do que é um risco, tem sempre uma possibilidade. Então, a circulação, né? Se eu recebo em espécie e eu posso fazer um saque em espécie da minha cidade, o dono daquele comércio não precisa sair da cidade, né? Esse é um ponto que no comércio do câmbio, né? A gente consegue fazer o saque de moeda estrangeira no comércio do supermercado, numa tradicional, numa venda, né? Isso é bem comum no comércio do câmbio, né? E a gente fica até preocupado, assim, eu tenho uma experiência no mercado de câmbio, assim, poxa, mas como que faz para o tempo? Então tem como ser feito. Então, na contramão aí de um risco, também tem uma oportunidade. A questão da própria lavagem de dinheiro, né? Olhando assim para o Pix, a questão do pagamento, você discutia muito, ah, e o Pix vai ser usado para pagar aquele picolé ou algodão doce para a criança na praia e tudo mais. O Alexandre trouxe uma fala interessante, né? Eu vou fazer uma transação de grande junto, né? Eu vou ter que comprar um carro. Então eu vejo também uma questão de oportunidade de reduzir a circulação da moeda, onde não precisa, uma coisa de estar falando aqui, eu tenho inteligência, eu tenho caixa eletrônico no posto de gasolina, eu tenho tudo isso, né? E aí eu trago essa questão do risco muito mais voltado, olhando até a questão aí do e-commerce, puxando a fala já para o Diego, né? E fazendo uma ponte com as facilitadoras de pagamento no mercado de câmbio. Tem um risco maior para a instituição, porque eu vou ter que aprender o comportamento do meu cliente com quem ele está transacionando. Então, essas concentrações, porque o meu cliente recebe tanto, né? Quais que faz? Mas tem uma oportunidade, talvez a conta que ele tem aqui dentro da minha instituição, dentro da minha bibliotecnia, seja lá o que for, ela não está adequada. Eu tenho produtos a ser ofertados, como a questão do crédito, eu tenho como criar produtos. Então, nesse viés aí, entre o risco e a possibilidade de criar um produto, possibilidade, eu diria essas duas betências, eu acho que eu acho que a gente vai ter que olhar realmente o comportamento do cliente dentro de casa para entender por que aquela pessoa física, o que eu posso fazer, será que aquele movimento está adequado, onde que ele paga para saúde qual cliente quer publicar dele? E todas essas questões. Eu acho que tem que ter isso como risco e oportunidade. Todo risco traz uma oportunidade.
SPEAKER_03Com certeza. Vamos lá, obrigada, Arietusa. Vamos lá, Diego.
SPEAKER_04Complementando até Aretusa, o que eu vejo é que com o Fix, a gente aumenta muito a velocidade das transações e a interconexão entre those instituições. Então, passa a ser muito rápido você transferir de one for outra. If you have a falha de segurança, acontece uma velocidade muito grande. Ando preparado para trabalhar dessa forma. But the other lado, a gente traz grandes opportunities. I vejo o Pix entrando muito forte, especialmente in transações de alto valor, which is o mais intuitive, você substituir a TED, que é só horário comercial, para você fazer uma transação de carro, de imóveis, in qualquer horário. Isso tem um seu valor, um valor grande for the mercado, mas eu vejo também entrando in transações de baixo valor. Hoje que você faz em boleto, em vez de boleto, você pode fazer um pagamento por PIX, que você vai ter compensação quase instantânea. E além disso, a gente está falando que PIX abre novas modalidades de pagamento que, para o mercado eletrônico, vai ser uma benção. Como o Alexandre falou muito bem, existe a possibilidade de você ter crédito vinculado a um PIX. Eu quero fazer uma compra de um celular de R$ 2.000, eu não tenho esse dinheiro na minha conta. Ou eu posso ser um cliente que eu não tenho um cartão de crédito, ou o cartão de comer crédito não tem um limite. E eu posso fazer uma transação de crédito naquele momento vinculada àquela transação. A instituição financeira, que tem a conta do comprador, pode fazer aquela operação, vai cobrar parcelado do usuário, vai cobrar sua taxa de juros. E a instituição recebedora, o e-commerce, vai receber esse dinheiro online, vai receber esse dinheiro à vista. Ele pode até ser transparente, não precisa nem saber que é uma operação de crédito, é uma operação de crédito no banco iniciador. Mas o que importa é que a transação foi feita e a venda foi feita. Isso vai trazer muita agilidade para o e-commerce, para o mercado eletrônico. Então eu vejo grandes potenciais no Pix. Eu acho que a gente só está, no iniciozinho, a gente olhar que vai ser um substituto da TED, do boleto. Eu acho que é só conta do iceberg. E a gente tem grandes possibilidades para frente.
SPEAKER_03Perfeito, é isso mesmo. Muito obrigada, Diego. O Saulo, para a gente fechar aqui o bloco antes de a gente passar algumas perguntas aqui do público, queria ouvir um pouquinho aí, no seu ponto de vista de tecnologias, né? Como usar e abusar de tecnologias como o IA, Machine Learning, People Learning, para ajudar na prevenção de fraude nesse nosso novo modelo de transacionado. De novo, muito importante a segurança para que as pessoas também passem a usar o Pix. Então, fala um pouquinho para a gente sobre isso, por favor. Saulo, você está mudo. Por favor, você está no MUT.
SPEAKER_05Pronto. Agora sim.
SPEAKER_03Muito bom.
SPEAKER_05Bom, vamos lá. O que eu estava falando é que as tecnologias e soluções que utilizam IA hoje acabam evoluindo diariamente, já são adotadas em larga scala pelas instituições andam bastante relevant no mundo financeiro, principalmente when a gente fala de segurança. When a gente fala de um antifraude, what you vejo is que é importante você ter uma solução that facilitating integre to other solutions or technologies that will agregate value to this flux of segurances. A gente já tem também muitas solutions de reconhecimento facial no mercado, principalmente fora de authenticação. Eu entendo a tecnologia de reconhecimento facial como algo bastante interessante, principalmente quando você fala em atrito com o usuário, acho que é muito natural você está fazendo uma transaction no celular, você olha para a tela e ali você já é autenticado, and a instituição já sabe que você é você. Then we have solutions of reconhecimento de voz, onda a voz do ser humano acaba sendo única, ando vocal e mesmo the form that you fala, da sua large, você consegue juntar todas essas variáveis para criar uma authenticação bastante segura. Isso tudo é IA. Tá muito na moda agora também, acho que agrega muito valor, existe muita pesquisa nesse canto with relation to solution de biometria comportamental. O que é a biometria comportamental? It's conseguir coletar tudo que o usuário faz ando utilizando dispositivos for acesso às suas contas transacionais, for example. São dispositivos como celulares e computador. Sem você interferir na experiência do usuário. Ou seja, você consegue capturar muitas informações desse usuário também sem você gerar nenhum tipo de atrito. Dentro dessas variáveis tem coisas curiosas. A gente pode trabalhar com histórico de localização desse aparelho, ou seja, o usuário teve um shopping, depois passou to a farmácia, and you consegue muitas coisas a respeito disso. For example, the altura that you costuma segurar o seu celular, the velocity that you navega into as páginas of app, or that you digita a senha, the movements that you realize to access the application, and other variations. So if a fraudador, for example, pegs your apparel celular, the characteristics comportamentais of it in the use of the cellular provavelmente will be different of the.
SPEAKER_03Um de vocês, por favor, respondam, é muito direto e é bem interessante no sentido da gente estar contribuindo mesmo para o entendimento do Pix. Então, é uma pergunta que vem lá do José Leite, de São Paulo. A pergunta dele é, preciso cadastrar um Pix para cada conta ou um cadastro serve para todas as minhas contas? Vamos lá, quem quer responder essa? Alexandre.
SPEAKER_00Opa, Pavo, vamos lá. Isso é um ponto importante, é uma dúvida muito comum que a gente vê nos grupos de WhatsApp, como é que eu faço com a chave, né? Primeiro ponto é o seguinte, a chave é para você receber PIX. Então, alguém que saiba o seu e-mail, o seu número de celular, ele no máximo vai conseguir te mandar um PIX. Isso se você tiver associado alguma chave. De qualquer maneira, qualquer conta no Brasil, desses 734 participantes, ela pode receber o PIX, mesmo que a gente não tenha cadastrado uma chave. Por exemplo, a Silene ainda não cadastrou. Mas se eu sei, o nome completo da Silene, o CPF, o número do banco, a gente conta, como eu faria com uma TED, eu consigo fazer um PIX para ela hoje. Então não tem essa necessidade, é mais uma facilidade, acho que foi uma decisão bastante feliz do Banco Central para tirar essa fricção que existe hoje do pagamento, de você errar ali um nome, o CPF, mas não existe nenhum tipo de necessidade de você cadastrar uma chave. Então, hoje, na verdade, todo mundo, hoje, praticamente todo mundo, quem tem conta aí nos principais bancos, já pode receber e fazer PIX, independente se cadastrou a chave ou não. Muito bom.
SPEAKER_03Agora, vale lembrar que uma chave sempre estará atrelada a uma única conta, certo, Alexandre?
SPEAKER_00Isso, isso. Você pode até colocar mais chaves, né? Então, se trabalho com um banco só. Ah, eu vou querer colocar meu CPF, meu e-mail, meu número de celular nessa conta. Não tem problema, eu posso espalhar. A matéria tem vários clientes, eu espalhei minha chave entre alguns deles. Mas essa é uma decisão da pessoa. Uma coisa, até puxando um pouquinho essa questão da segurança, que a gente fala, para reduzir o risco de algum tipo de fraude, é a gente pegar as chaves que a gente às vezes compartilha mais, que é o CPF e o número do telefone, na minha percepção, e associe, para evitar que alguém, algum fraudador, associe aquela chave com uma conta de terceiro. Lógico, existe todo um controle de Noir Customer aí, né? O Banco Omni, todo mundo faz isso de uma forma muito boa, mas enfim, se você quer cercar ainda mais, cadastre, né? Cadastre a chave, não custa nada, e você já fica mais tranquilo aí que ninguém vai pegar aquela sua chave e associar uma conta que não é a sua.
SPEAKER_03Maravilha, muito obrigada, Alexandre. Bom, aqui tem um tema que já foi tocado, mas eu vou pedir aqui para o Diego falar um pouquinho. A pergunta vem lá do Wilson de São Paulo. A pergunta é: haverá chargeback com o Pix?
SPEAKER_04Então, Wilson, o Pix não tem chargeback. Uma vez que você faz a transação, essa transação é confirmada, ela é recebida e não tem nenhum fluxo de chargeback. A responsabilidade de você autorizar ou dar uma transação é do banco emissor do pagamento, é o banco que tem o dono da sua conta que autorizou a transação. Uma vez autorizada, o recebor recebeu e a transação é irrevogável. Isso traz toda uma responsabilidade de controle de fraude, de gestão, de liability para os bancos emissores. Isso tira também uma ferramenta muito forte do comprador, porque hoje o chargeback você pode comprar numa loja que você não conhece e dar um chargeback se você acha que é uma loja fraudadora, se você está sendo pesado. Realmente você perde esse lado, e aí o que a gente traz é que existem soluções de mercado, como por exemplo o marketplace igual LX, que traz para suprir esse nível de desconhecimento. Você não vai comprar de alguém que você não conhece online. Você vai comprar de um marketplace como o LX, que vai te dar toda a garantia que ela conhece quem é o vendedor, para quem você está pagando, e ela vai te ressarcer o dinheiro com um caso de fraude. Então, muda um pouco a dinâmica e traz essa importância dos marketplaces.
SPEAKER_00Isso, acho que é importante, só complementando o que o Diego comentou, não tem chargeback, como no cartão, como o Diego bem comentou. O que existe é, existem algumas mensagens, algumas transações de devolução ou de estorno. Então imagina que você está na loja, comprou um sapato, pagou com PIX e aí, putz, me arrependi. Então você volta na loja ali, naquele instante ali e fala, não, não quero mais, existem transações de estorno. Mas, de novo, sempre dependendo de quem recebe, ou seja, quem recebe tem que comandar, o lojista tem que comandar aquela transação de devolução de estorno. Não existe uma bandeira, um ente externo que determina um chargeback, por exemplo.
SPEAKER_03Muito bom. A letusa, tem uma pergunta aqui também que é interessante, essa dúvida deve estar na cabeça de muita gente, mas quem escreveu aqui foi a Maria dos Reis, aqui de Campinas, e ela pergunta, as demais formas de pagamento ou transferência, especialmente TED e DOC, deixarão de existir?
SPEAKER_02Ah, eu também queria essa resposta. Eu acredito, e aí é muito mais uma percepção, que elas vão cair num desuso, por uma questão de agilidade, a hora que o usuário do PIC vender a cicaturã, e pelo custo. Eu acredito que com o tempo vem acontecer a folha de cheque. A folha de cheque acabou? Não, não acabou. Mas quem de nós temos um tal de cheque hoje na carteira? Eu acho que o caminho vai ser o boco disso. Se eu tenho uma transação mais barata, mais rápida, e o meu potencial, assim, eu quero realizar essa transação e eu não dependo de uma janela de compensação, eu acredito que sim. Talvez para algumas transações muito. Ah, eu estou comprando um imóvel, quero um cheque administrativo, sei lá, essas situações que realmente, porque a posição do cheque, ela é um paradigma para a gente, nas instituições financeiras. Eu acho que a ideia que não acabe, mas que com o desuso e se o Banco Central entender que é uma camada realmente, que a população, pelo volume que a gente já tem, né? Quantos docs fizemos no ano, né? Quantas séries fizemos no ano, eu acho que é uma questão de entender realmente se faz sentido. Não tenho essa resposta, eu acho que não vai acabar agora, vai continuar existindo, mas eu acho que é uma tendência. Eu costumo dizer que é mais ou menos igual o Waze. Antes a gente confiava no caminho que conhecia, depois a gente passou a usar o de PPS, e quando a gente descobriu que o Waze fazia, claro que tem os seus riscos, às vezes o Waze te coloca numa roubada, seja lá o que for, mas você vai ser mais diligente, você começa a olhar as rotas da sua antecedência, tenta fazer uma pesquisa antecipada, mas para mim vai ser mais ou menos nesse sentido, como tecnologia mesmo. A tendência é migrar a tecnologia.
SPEAKER_03Muito bom, muito obrigada. Olha, na verdade, chegaram aqui pelo menos mais duas perguntas que eu acho super interessante. Só que nós estamos com o prazo aqui já estourado da nossa live. Ainda assim, eu vou arriscar, colocar uma das perguntas e vou pedir que um de vocês responda de forma bastante breve, porque é muito legal, tá? A pergunta veio do Paulo Coga, acho que fala. A pergunta dele é a seguinte: olha, nas carteiras digitais, onde o cartão de crédito, cash-in, pode ser transformado em saldo para o cash out no Pix, a transação pode ocorrer fraude ou charback? Ficou claro a pergunta? Quem quer responder isso?
SPEAKER_00Eu acho que sim. A questão, acho que nós estamos falando de dois meios de pagamento que estão sendo usados numa transação só de compra. Isso já acontece hoje. Então, se você puxa dinheiro do cartão de crédito, faz essa transação via cartão de crédito, joga isso para uma e-wallet, e essa e-wallet, a partir desse dinheiro, você faz um pagamento de boleto, faz uma tédia ou um PIX, você tem dois cenários. Uma vez que você paga o boleto ou faz o PIX, aquele dinheiro não tem mais chargeback. Quem recebeu aquele dinheiro é, de novo, é uma transação irretratável, a menos que ele esteja envolvido com a fraude também. Mas supondo que aquele é um recebimento válido, isso não vai acontecer. Do lado da carteira, sim, existe esse risco, porque o dinheiro foi retirado de um meio de pagamento, de um arranjo de pagamento, que existe o conceito de disputa e que se o portador do cartão demandar essa disputa e ganhar, aí o Wallet vai ter que bancar esse custo.
SPEAKER_03Muito bom, muito obrigada. Pessoal, foi rápido, né? Acabou o nosso tempo aqui. Eu vou pedir que em um minutinho, antes da gente se despedir, que em um minutinho cada um de vocês faça suas considerações finais aí dentro desse nosso tema, tá bom? Vamos começar pela Area Tusa, vamos lá. Suas considerações finais.
SPEAKER_02Bom, agradeço, Diego, Alexandre, Saulo, Silene, a CPQD pelo debate. Eu acho que é só assim que a gente aprende mais e traz a segurança para o usuário, para as instituições. Eu acredito que é uma tópica no debate e traz a segurança para a sociedade. Eu acho que a gente quer um sistema financeiro equilibrado e que tem uma concorrência leal e que a gente traga segurança para todo mundo. Eu acho que esse é um sistema financeiro que eu gostaria de continuar atuando, que todos nós gostaríamos de ser usuários. Agradeço a oportunidade e parabenizo a iniciativa. Muito obrigada.
SPEAKER_03Muito obrigada a você, Aleto, que a gente continue sendo um exemplo como país no que diz respeito ao sistema financeiro, né? Vamos lá, que aí nós somos um exemplo positivo, tá certo? Vamos lá, Saulo, por favor, suas considerações finais rapidamente.
SPEAKER_05Vamos lá rapidinho. Queria agradecer a todos aí também, os panelistas, acho que foi um papo bastante enriquecedor, acho que aprendi bastante aqui também, né? Agradecer todas as pessoas que se inscreveram e estão assistindo. Eu sei que tem clientes aí do CPQD também. Agradecer o apoio de todo mundo e falar aí que realmente o Pix é seguro. Acho que hoje, por exemplo, fiz transações em Pix, é muito rápido, é muito legal, incentivo todo mundo a entrar nesse mundo aí, que acho que é bem bacana.
SPEAKER_03Legal, obrigada, Saulo. Diego, por favor.
SPEAKER_04Muito obrigado, Cilene. Muito obrigado aí, panelistas. Muito obrigado, público, que está aqui assistindo a gente. Obrigado pela sua oportunidade, esse evento isol. I think it's very important compartiling to Pix, trazer as perspectives, tanto of technology but the ferrament of fraude, as instituições financeiras, dos e-commerce, que eu acho que é muito rico. A gente só está vendo realmente o iniciozinho, os primeiros casos oferecam que pode ser grande, pode ser diversos casos de use, and that a gente ainda está appreciendo como que validar com ele, como que validar com a fraude, como que validar com o funcionamento, como que validar com operacional. E eu estou realmente aqui muito animado, entusiasmado de ver como é que isso vai se revelar nos próximos 5, 10 anos, que pode acontecer casos que a gente não está nem discutindo aqui, que ninguém nem pensou. Casos de uso, utilidades do Pix. E realmente é isso que eu acho que é muito enaltecedor, porque a gente vai ver realmente aqui uma inovação tecnológica muito grande que está vindo para o Brasil. O Brasil vai ser uma referência em toda a parte de serviços financeiros e de pagamento.
SPEAKER_03Maravilha, muito obrigada, Diego. Alexandre, vamos lá, suas considerações.
SPEAKER_00Legal, muito obrigado pelo convite, pela discussão com os painelistas, foi muito legal. Eu vou pegar o gancho do Diego. A gente gosta de fazer uma analogia do Pix, quem é mais de área de tecnologia, de telecom, o CPQD, a gente costuma comparar com a internet. Então, há 40, 50 anos atrás, teve um grupo lá que definiu o protocolo TCP e P, HTTP, né? E eu tenho certeza que eles não tinham a menor ideia que a partir dali ia nascer uma Amazon, uma Netflix, um Uber, o Rap, mas enfim, você tinha uma base sólida, confiável, rápida, barata, e construíram diversos modelos de negócio em cima. Acho que a gente está no mesmo cenário atualmente com o Pix, acho que o nosso papel, e esse tipo de live é super importante, é evangelizar, é mostrar para as pessoas o que existe. Acho que tem um trabalho muito grande ainda, a gente sabe, é novo, mas a partir do momento que o brasileiro entender como funciona, que é seguro, que é confiável, realmente é difícil até a gente imaginar o que vai sair dessa rede.
SPEAKER_03Muito bom, muito bom. Pessoal, excelente. Olha, nós passamos aqui uma hora e vinte batendo esse papo e dar para a gente ficar mais um bom tempo. Eu quero aqui, mais uma vez, agradecer em nome do CPQD em meu nome vocês terem aceito o nosso convite. E quero agradecer muito isso, foi uma honra passar esse tempo aqui. Acho que vocês trouxeram muito conhecimento, muita experiência, perspectivas muito positivas, acho que a gente precisa disso. Enfim, foi uma honra, muito obrigada. Espero que daqui a algum tempo a gente esteja aqui marcando outras lives, porque a gente vai falar mais ainda de tudo de bom que aconteceu e de tudo que vem pela frente com o Pix. Nós também estamos bastante entusiasmados, e aí eu diria, não só como provedores de soluções também, mas como usuários, né? Nós também queremos o melhor aí. Então, acho que é isso, muito obrigada. E nesse momento eu quero aproveitar para fazer um agradecimento especial a Deus, que as internet não caíram, às operadoras, aos provedores de internet, como no meu caso aqui, uma hora e vinte. Tivemos um pequeno excedente que a letura resolveu rapidamente e chegamos ao final, todos aqui no ar. Muito obrigada. Pessoal, e a vocês que nos assistiram até agora, que aqui nos prestigiaram por essa 1h20. Meu muito obrigado, obrigada pela participação de todos. A intenção, realmente, mais do que nunca, a intenção dessa live era realmente levar informações num momento que entendemos ser fundamental na entrada aí dessa novidade que é o Pix. A intenção era contribuir com informação e eu realmente acredito que o fizemos, né? Eu, pelo menos, achei que sabia alguma coisa e percebi que tinha muita coisa que eu não sabia, e eu aprendi hoje. Então, muito bom, acho que foi ótimo e eu espero que vocês também tenham gostado muito, tá? Essa é a nossa última série desse ano, né? Nós fizemos aí várias séries acerca de vários temas. Hoje é a nossa última do ano, mas preparem-se, logo no início do ano estaremos aí comunicando nossa próxima live, desculpa, nossa próxima série com os temas que vamos explorar aí no próximo ano. Pessoal, muito obrigada, boa noite a todos e até muito breve, até a próxima!