CPQD Podcast
CPQD Podcast
O papel do 5G na expansão da banda larga e do IoT no Brasil
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
Antes mesmo da pandemia do COVID-19, as redes 5G já eram apontadas como uma tecnologia com potencial de transformação exponencial da sociedade e da economia. A experiência dos últimos meses confirmou que uma sociedade amplamente conectada se tornou essencial para a manutenção das atividades econômicas, e de atividades voltadas ao bem estar da população. Do dia para a noite, educação à distância, telemedicina e o próprio home office se tornaram parte do cotidiano regular de muitas pessoas.
O 5G, além de atender à crescente demanda por tráfego de dados, irá habilitar aplicações revolucionárias, seja na interação homem máquina, ou na Internet das Coisas. Realidades aumentada e virtual, operação remota de máquinas e equipamentos em tempo real, carros conectados e cirurgias remotas são algumas das novas aplicações conhecidas, e que se tornarão parte deste novo cotidiano, trazendo ganhos de produtividade em todos os setores produtivos e de serviços.
Entretanto, esta revolução pode aumentar a já preocupante exclusão digital de áreas afastadas dos grandes centros urbanos, e o consequente gap de produtividade que dela decorre. Quais são as ações e políticas, de atores públicos e privados, para se fomentar a implantação do 5G no território nacional, potencializando a disseminação da banda larga e da conectividade IoT onde ela é mais necessária?
Olá, pessoal. Boa tarde a todos. Eu sou a Sileni, sou responsável pelas áreas de marketing vendas do CPQD. Muito obrigado a todos que nos assistem e sejam todos bem-vindos. Not to be a compartment moment and reflex, from the north coach, from the perspective of technology, segurancy, and innovation. Your theme is the papel of the Together, the expansion of the Banda Larga and the IOTINOVA for conducting this bate-paper with our convidents. I am the Gustavo Correia. Gustavo is the leader of Platform Technology and Communications, along with the principal specialists in the conectivity. Gustavo, seja much.
SPEAKER_05My name is Gustavo Correia Lima, I'm specialista in conectivity do CPQD. The experience of the ultimate years confirmed that a society amplamente conectada tornado essential for the manutenction of economics and population.
SPEAKER_04Boa tarde, Gustavo, boa tarde a todos. Temos uma excelente live. Muito obrigado.
SPEAKER_05Bom, sejam todos muito bem-vindos e eu gostaria de pedir a cada um de vocês que fizesse uma breve apresentação aí, começando com a Miriam, por favor.
SPEAKER_00Obrigada, Gustavo. Meu nome é Miriam Rimmer, eu sou diretora no Ministério das Comunicações, na área de serviços de telecomunicações, e tenho estado envolvida com essa discussão de 5G há algum tempo, desde a época do MCTIC, quando lançamos a consulta pública da Estratégia Brasileira de 5G.
SPEAKER_05Muito obrigado. Passamos agora ao doutor Igor, por favor, se apresente, doutor Igor.
SPEAKER_01Bom, novamente boa tarde a todos que nos assistem. Eu sou Igor Calvé, atual presidente da ABDI, que é a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Estou envolvido com esse assunto já há alguns meses, num vertente de que a 5G pode ser, como o Gustavo mencionou, uma tecnologia muito habilitadora for várias plataformas de inovação para o nosso setor produtivo.
SPEAKER_05Dr. Roberto Nogueira, for su presente.
SPEAKER_02Brisinet 20 years come atrás with the infrastructure of rádio. In 2011, we initiated a process of construction of infrastructure with fibroca at the casa, and now we are in this campaign, this is the future of the infrastructure complementar, which is the 5G junto à FCTH.
SPEAKER_04Nós cobrimos diversos mercados com estudos recorrentes, seja para 5G, IoT, Data Center. Então, diversos temas a gente cobre, está sempre interagindo com a indústria para ter os principais acontecimentos, monitoramento, ver as tendências, para onde estão indo os players. Então a gente acompanha bastante esses mercados aí, é um prazer estar com vocês para compartilhar um pouquinho do que a gente vem pesquisando.
SPEAKER_05Muito obrigado a todos, obrigado, Renato. Gostaria de lembrar aqui às pessoas que estão assistindo a live, que possam enviar os seus questionamentos lá no chat durante a transmissão no canal do YouTube, tá ok? Vou começar aqui colocando a questão do 5G. A gente sabe que o 5G, além de atender a uma crescente demanda por tráfego de dados, ele irá habilitar aplicações revolucionárias, seja na interação homem-máquina e na internet as coisas. Aplicações como realidade aumentada e virtual, operação remota de máquinas and equipamentos in tempo real, os próprios carros conectados, cirurgias remotas à distância, são algumas novas aplicações que hoje conhecemos, já ouvimos falar, andar parte deste novo cotidiano, trazendo ganhos de produtividade in todos os setores produtivos anders. Entretanto, esta revolution could aument a já preocupante exclusão digital of areas afastadas of the grand centros urbanos, and the consequent gap of produtividade that decor. What are the actions and politics of attores públicos and privados for fomentar a implantação do 5G no territorio national, potencializing a disseminação da banda larga and the conectividade where it is necessary? This is debating and ouvir a vision of nossos convidados a respect of the world. For this, I gostaria de iniciar aqui, chamando a doutora Miriam, para trazer um pouco the vision of politics publics. During the publication of Estratégia Brazile of Transformação Digital, the 5G was mapeado and government as a technology with transformation of the society. The experience of isolation imposed by this pandemic in general essential. And with the 5G, the possibilities of use of technology to a reality of the enfrent. In julho the passage, in February of this year, ainda sobre a estrutura do MCTIC, publicada a Portaria n 418, which estabeleceu as diretrizes para o leilão do 5G, o passo inicial que nós temos aí. Dado todo esse potencial do 5G para a economia and a sociedade, and até mesmo uma constante evolução das discussões sobre o tema, o Ministério das Comunicações tem previsão de continuar elaborando políticas públicas sobre esta tecnologia. Quais são os grandes desafios para o Estado nesse contexto, doutora Miriam?
SPEAKER_00Muito obrigada pela pergunta, Gustavo. I queria só começar reiterando meu prazer de participar desse painel junto com o Igor, com o Roberto, com o Renato, anda companhia também, Gustavo. E de fato, eu vou começar respondendo, retomando um ponto que você mencionou já mais de uma vez, que diz respeito à importância da conectividade, o que foi evidenciado nesse período de pandemia, né? And mais do que isso, a importância das tecnologias digitais para habilitar esse processo de transformação digital que a gente verifica não apenas na economia, mas também no âmbito do próprio government. And this sentiment, você relembrou muito bem, recuperou que ainda na época in que discutimos a Estratégia Brasileira for Transformação Digital, which was approved in 2018, já identificado a importância do 5G as a habilitadora for these processos transformativos, seja no campo da economia, seja inocente interpessoal. And this se done in function of various características technologicas of the 5G. Normally the people identificate three grand caracteristics. One seria as capacity of banda larga, out of rapid, other potenciality of applications massives of internet, and for few applications of baixissime latente. Carros conectados, cirurgies remotes, cities intelligents, and principally attention to applications in the campus of industria. And I think I comment that an estudo recent, I think the KPNG projetou that the impact of 5G será at curto prazo no setor of manufatura, a chamada indústria 4.0, no médio prazo, three to quatro, no setor of saúde and transport, logística, and a longo prazo nos setores de finances e varejo, longo prazo compreendido com Pedro de cinco orseas. Então, claro que é uma technologia que requer politicas publicas para que possamos colher and maximizar beneficios. And all the political public respect specifically to aspects that are proper to technologia. And outras voltadas para a saúde do setor de telecomunicações como um todo, e que no caso 5G se revelam particularmente importantes. E aí eu menciono aqui para exemplificar as questões tributárias, a gente tem hoje um cenário tributário que faz com que incidam tributos sobre cada dispositivo conectado, independentemente da receita por ele gerada. A gente está falando aqui das taxas do Fistel, TFF, TFI. E é claro que se a gente pretende impulsionar a adoção de dispositivos de comunicação máquina-máquina de maneira intensa, tal como viabilizado pelo 5G, essa é uma estrutura tributária que não gera os incentivos apropriados. Um outro tema da maior importância, as questões de compartilhamento de infraestrutura e instalação de antenas, porque o 5G, pelas suas características tecnológicas, requer uma quantidade muito maior de antenas do que as gerações anteriores. Andereçar as dificuldades que a gente tem hoje com a implantação de infraestrutura de telecomunicações, decorrente in alguns casos da legislação municipal bastante restritiva. Questions de pesquisa, desenvolvimento, inovação, I tenho certeza que o Igor vai falar melhor do que eu sobre isso. Então, para resumir a resposta, desde a publicação da estratégia tivemos avanços em várias dimensões. A gente teve a portaria MCTIC 418 desse ano, que fala mais especificamente da licitação, define critérios, a Anatel concluiu a sua consulta pública, o GSI publicou uma instrução normativa tratando os temas de segurança, mas temos ainda uma pleade, um conjunto de outros temas de políticas públicas que precisarão ser endereçados e sobre os quais vamos trabalhar nos próximos meses.
SPEAKER_05Perfeito. Aproveitando que você tocou na questão da segurança cibernética, a gente sabe que há muitos debates quanto aos riscos cibernéticos em geral, mas que com o 5G podem ser ampliados, dada a sua disseminação em diversos segmentos de mercado e da própria sociedade. A gente sabe de uma experiência com a Agência Europea de Redes e da Informação, a ENISA, recentemente publicou um guia de ações e estratégias específicas para o 5G, bem como um relatório quanto à maturidade dos países membros na adoção dessas diretrizes. In your vision, Ministério das Comunicações, qual será o papel do Estado brasileiro na questão de cibersegurança das redes 5G? Após a publicação da instrução normativa 4 do GSI, a questão teve alguma evolução?
SPEAKER_00Está ótimo. É uma ótima pergunta que tem mobilizado muito a pauta de debate sobre o 5G, não só no Brasil, mas no mundo. E eu acho que é interessante começar respondendo, lembrando que segurança cibernética é um tema da maior relevância e é também uma responsabilidade compartilhada, visto que as vulnerabilidades podem se espalhar ao longo da cadeia de valor, desde o fabricante até a operadora, culminando no próprio usuário, que muitas vezes utiliza dispositivos that not seguros. I think it's verdade que o 5G também, in função de ser uma rede definida por software, traz novas complexidades, novos flancos de vulnerability when a gente fala segurança cibernética. And just the importance that this technology has in relation to ganhos de competitividade and produtividade, the government federal tem buscado lidar com essa question de manera madura, muito dialogada, envolvendo vario. I think I mentioned not the Ministry of Comunicações, but the Gabinete de Segurança Institucional do Presidency of the Republican, the Ministry of Economia, the Ministry of Relações Exteriores, sub coordenação of the Republican. And the prime product that you mentioned, you mentioned, was aquela instrução normativa do GSI, which was publicadays in Mars this year, and was fruto of discussion in nível of group of trabalho envolvendo todos esses atores. Andrés normativa que traz vários elementos that are more interessantes, and a idea that as operadoras devem prever rotas alternatives of tráfego, função de detecção de ataques of DDOS, uso de criptografia, a questão da auditoria, de segurança cibernética, a diversity of prestadores and fornecedors, for a gente não depender excessivamente ofrece a única player, seja prestadora ornecedor in determinada regions. So, this is a prime pass. And a gente has observed in the world different abordages that are abordages altogether interventives, which involve really the banimento of fabricants of determined paces, the establishment of modeling of auditoria, of certificação and segurancy. And a particular perspective of the Ministry of Comunicações, um important element of contexto dizpeal fato that redes atually instaladas, a presença forte, not da Howe, but também da Nokia, da Ericsson, que são os três principais fornecedores de 5G. Então, muitas operadoras hoje já têm uma estratégia espontânea de diversificação de fornecedores, o que é um elemento que, in certa medida, ajuda e contribui para a segurança das nossas redes. Então é um tema que a gente está acompanhando com bastante atenção, observando o cenário internacional e dialogando também com nossas contrapartes in outros países para entender principalmente qual seria o modelo que melhor atenderia ao interesse nacional, ao interesse do Brasil. E eventual decisão será tomada pelo presidente da República, naturalmente.
SPEAKER_05Perfeito, muito obrigado. Teremos aí o retorno da doutora Mira, ao final, com um bloco aberto de questões. Uma grande impactada será a indústria. And aqui um diálogo forte com a indústria, essa visão, é o Igor, representando a BDI, presidente da BDI. Eu gostaria de perguntar a você, Igor, na visão da BDI, qual vai ser o impacto da implantação do 5G para a indústria nacional? E sei que vocês também têm iniciativas junto à cidades inteligentes. Então, a gente saber a visão da BDI referente a esses dois segmentos, indústria e cidades inteligentes.
SPEAKER_01Obrigado, Gustavo. A Miriam acabou de nos brindar com um excelente panorama, a aula do que está acontecendo. Acho que as questões são de fato muito embricadas, é uma play de atores andes, há uma questão, eu diria até de economia política relacionada ao 5G, não só no Brasil como no mundo. A despeito disso e sobretudo por conta disso, nós temos setores econômicos bastante impactados pelos efeitos potenciais do 5G. 5G também, como já foi dito, é uma tecnologia, eu diria, transformadora e habilitadora de uma transformação digital. Tem os dados da Capit Mini que apontam, aliás, esse é um dado do Fórum Econômico Mundial, que a economia digital vai movimentar algo em torno de 100 trilhões de dólares nos próximos 10 anos. E um dos grandes habilitadores dessa economia digital, sem dúvida nenhuma, é o 5G. O 5G, pelas características disruptivas, ele tem a característica de poder transformar a nossa indústria, como aqui já foi dito, numa indústria muito mais competitiva. A minha preocupação com esse assunto é porque nós vemos acompanhando, nós vimos acompanhando na economia brasileira, pelo menos desde a década de 80, dados muito, eu diria, frustrantes da nossa produtividade. Nós crescemos muito marginalmente nos últimos 30, 40 anos e temos a chance de aumentar a nossa produtividade, a produtividade da nossa economia nos mais variados setores, não apenas do Savo, na indústria, na agricultura também, e também, como você mencionou, nas cidades. Quando a Miriam comenta, nós estamos falando não só na questão de transferência de dados, na questão de banda, largura da banda, estamos falando também de latência. Isso envolve um grande contingente de possibilidades de inovação, de desenvolvimento de produtos. Hoje, se nós pensarmos especificamente na indústria, no potencial, nas grandes tendências, por exemplo, ciclo de vida menor dos produtos, sustentabilidade, inovação como parâmetro para competitividade. Todos esses três parâmetros de tendência da manufatura no mundo, eles estão relacionados com conectividade, estão relacionados com capacidade de inovar. Isso poderá ser trazido pela adoção de 5G mais rápido. A agência, a BDI, em especial, tem se movimentado muito para fazer uma espécie de defesa ou de advocace, eu pessoalmente, para a implementação no Brasil das redes privadas, ou redes privativas, como alguns chamam. Porque daria a possibilidade, a exemplo de outros países, mais proeminente deles, a Alemanha, de as indústrias poderem ter suas próprias redes, desenvolverem com a sua segurança, segurança e informação, otimizarem os seus processos produtivos. A minha principal preocupação é produtividade. And a produtividade vindo via inovação é o melhor caminho a nós seguirmos, sem dúvida nenhuma. Mas isso não se limita, como você bem falou, à indústria. Temos hoje, por exemplo, recentemente lancei um projeto, o primeiro bairro inteligente do país, Foz de Iguaçu, a Vila A, que será agora um projeto da BDI junto com a usina binacional de Itaipu. Parte das tecnologias que ali estarão, elas não podem prescindir de redes como o de 5G. Logo, nós teremos um impacto, na verdade, muito disruptivo, não só dentro das fábricas, como nas próprias cidades. Isso, do meu ponto de vista, virá para revolucionar a maneira como nós lidamos com o ambiente urbano, com o ambiente industrial, com o próprio consumo. Perfeito.
SPEAKER_05Como você mencionou, a gente sabe da ação da BDI junto à indústria, às cidades inteligentes no agro, eu também trago aqui até uma questão que os próprios Estados Unidos tem uma previsão de destinação de 9 bilhões de dólares para fomentar o 5G em áreas rurais, sendo que reservando um bilhão desses valores só para a agricultura de precisão. Então a gente está realmente falando de uma tecnologia que vai transcender vários setores. Comentando sobre a indústria nacional effettivamente, a importância do 5G na indústria 4.0, como que a BDI tem percebido essa indústria nacional, como ela está demandando, ela está ciente de todo o potencial when you conversam with eles. Vocês acham que chegou no nível de maturidade that realmente estão entendendo todo o potencial do 5G?
SPEAKER_01A minha experiência recente mostra que há muito espaço ainda for this entendimento. Não são todos os setores industriais, nós sabemos. Obviamente que nós temos o que na literatura ficou muito conhecido assim, nós temos uma grande heterogeneidade do nosso sistema produtivo. Então, nós temos em cada um dos setores, desde a indústria textil, a indústria automotiva, a indústria do aço, vários portes de empresa, cada um com níveis de inovação e de produtividade diferentes. Então, a própria percepção dessas empresas também é muito different about o que está acontecendo. O trabalho que nós temos desenvolvido, inclusive, é de sensibilização, mas de uniformização do entendimento, sobre todo do potencial. A indústria percebeu, Gustavo, muito tardiamente os efeitos positivos que advirão como consequência da adoção do 5G no Brasil. A nossa indústria, em geral, está hoje com um nível de ociosidade muito grande em virtude da crise. Então, não só a indústria, como o varejo, por exemplo, hoje a principal preocupação de todo mundo, sobretudo em função da pandemia, é sobreviver. E aí sobreviver significa que precisamos de crédito, precisamos de rotativa, precisamos de outras coisas mais. E aí a ideia do 5G, ela fica em segundo plano. E nós estamos fazendo um esforço, Hercúleo, para que essa agenda se mantenha. Mas hoje nós temos o apoio da Frente Nacional da Indústria, de várias associações empresariais que já compreenderam a necessidade do 5G vir como plataforma ou como inovação disruptiva para eles. A nossa indústria hoje passa por um processo muito difícil. Os dados que nós temos, ela é recentemente publicada, é que nós avançamos em relação ao mês anterior 8,9%. Teve um crescimento, isso é um dado muito interessante, grande parte puxado pela indústria automotiva. Entretanto, como a base era muito ruim, se nós compararmos com junho do ano passado, de 2019, nós estamos em 9% abaixo de produção. Então, você imagina que é um quadro muito ruim da nossa indústria e que é puxado, na verdade, por grandes setores industriais como automotivo, a nossa recuperação. Diga-se de passagem, o setor automotivo é um dos potenciais grandes utilizadores de rede 5G do país. Dado que nós já comentamos aqui, são os que utilizam, por exemplo, impressoras 3D no processo produtivo, os veículos autônomos, por exemplo, dependerão de redes públicas de baixíssima latência, por exemplo, para que possam funcionar. Então, a minha experiência remoto é o seguinte, olha, a indústria não conseguiu compreender ainda devidamente o impacto disruptivo disso. Entretanto, é muito recente, mas avassaladora a ideia, quer dizer, isso está sendo intrinsecamente trabalhado dentro dos variados setores, desde a indústria do petróleo, que eu sei que tem feito testes já de rede 5G, a indústria automotiva, a indústria de plásticos, a indústria textil, todo mundo agora acordou, eu quero crer que não tardiamente para isso, mas sem dúvida nenhuma. As sensibilizações estão sendo muito grandes e eu tenho conduzido isso, pelo menos do ponto de vista da BDI, em cooperação com o Ministério da Economia, para que nós consigamos, eventualmente, ter sucesso e a nossa indústria comece a utilizar com muito mais frequência, e isso tem efeitos, inclusive, no leidão.
SPEAKER_05Perfeito. Muito obrigado, excelente trabalho. O doutor Igor, infelizmente, foi chamado de última hora para uma emergência. Ele não vai poder estar conosco na rodada final de questionamentos, tá? Mas gostaria de deixar desde já o agradecimento a ele pela presença e pelos esclarecimentos e parabenizá-lo por todo o trabalho aí na BDI. Muito obrigado, viu, Igor?
SPEAKER_01Muito obrigado e desculpa e perdão por ter que sair um pouco mais cedo. Imagina, a gente entende.
SPEAKER_05A gente continua agora com o doutor Roberto Nogueira. Doutor Roberto, as estimativas apontam aí que existe um número expressivo de brasileiros que não têm acesso à internet. Algo em torno de 26 milhões de pessoas, segundo alguns dados. Estima-se também que cerca de 4 milhões de pessoas não têm sinal de dados móveis. A cobertura celular não chega a eles. O 5G, o senhor acredita como uma empresa, a Brisa Net tem se manifestado com interesse muito grande no leilão do 5G e de levar essa tecnologia a áreas fora dos grandes centros urbanos. O senhor acredita que isso vai vir com uma força para alterar esse cenário de desigualdade digital?
SPEAKER_02Boa tarde novamente a todos. Bom, 26 milhões representa approximadamente 12% da população. 4 milhões de pessoas que não têm acesso à rede móvel representante 2% da população brasileira. Parece bem atendido, parece que tem poucos disconectados. So a realidade não issa. Olhando para quem está bem conectado, no último relatório da Natel, banda larga fixa, 34 millions de banda larga fixa, andamos in Brazil 71 millions of residents. So this is 48% of 48% dash cases brasile that internet, banda larga fixed, of alter performance. Já tem uma realidade that not apparently because there is muta informality, this número de 34 milhões de banda larga, in reality is para uns 42 ou 43 milhões de banda larga. So this representation in terms of 60% of the 60% of the residents have banda larga. So falta 40%, and this 40% are inserted in the attention of 4G, 3G, and other technologies. There are 25% of the city brasiliers who don't have 4G. There are 25% of the city who have 4G, but they should have this tour of 4G on hard, not FIBA. So we have a 4G that doesn't attend the demand of the population. So when they are connected with a redefix, okay, but when they are in the room, they have this connectivity. Why can't we attend? When is the 3G and 4G, 40% of the population who don't have a read fixed, not content on ensino à distância. No a rede 4G non dá para atender plataforma de vídeo sobre demanda. Quando o setor público quis conectar os alunos nessa pandemia, teve um grande problema. Não conseguiu conectar com 4G. Porque 50% of celulares, 4G, 3G, são pre-pago. Pre-pago, it's more car, pre-pago, recarrega R$ 8, R$10, with a franquia being reduced. So there are conditions of an attendement for insulin distance, principally when we are for areas rural, for areas rural. When they are in rural, you precisely fortunate some ensure a molecular ground, terminate the second ground, precisely fortunate curses profissionalized, in 4G or 3G don't content with this technology. So this gap is more. The connection of fibra ótica has in 75% of the cases brasile, by two years, more than 85%, 90% of the cases brasile have fibra in the front of the casa. Pode fazer a conexion. But when a pessoa sai de casa e põe um pé na calçada, tem uma connectividade via 4G que não atende. And we rentabilizar os ISP, BrisNet, for example, já está desde agora fazendo investimento infrastruture. Backbone, at the city that nós operamos, anda cidade que vamos operar até 2022. Na cidade are we construindo a infraestrutura de FTH that will dort a conectividade dessas pequenas torres. O 5G, no nosso entendimento, vai ser uma pequena torre com raio de 400 metros para atender direto banda larga fixa with a certain mobility. So vem como complementar a banda larga fixa, não substituindo. O 5G vai permitir que essa população, esses 60% que tem já uma banda larga fixa, pode ter a extensão dessa conectividade no seu celular for um valor acrescido aí, R$ 20,00, R$ 29,00. E a população da área urbana, nós temos uma população da área urbana que não tem condição de pagar uma boa conectividade de banda larga e está no pré-pago. Mas está gastando R$30, R$40,00 no pré-pago com franquia de R$1,2, 4 GB, que não tem a menor condição para ter um ensino à distância. Ou ter um lazer utilizando plataforma sob demanda. Então, essa população pode fazer uso, você pode ser cliente da rede 5G, com R$ 29,00, for example, se entregando sem franquia de dados. Então, na nossa visão, o 5G, no pequeno provedor USP, tem viabilidade pelo fato do maior custo do 5G é a implementação da fibra até o poste. Daqui a dois anos, o equipamento de 5G está no preço do 4G hoje, em função da escala. Os dispositivos que hoje estão muito caros, um chip, um chip de 4G, só um chip hoje custa 100 dollars, por isso que eu falo que em 3, 4, 5 anos vai ser difícil ter um ecossistema muito grande desse dispositivo. Então vai estar basicamente com o uso voltado para o atendimento in cidades pequenas pelo ISP, mas área urbana exclusiva. O 5G não vai chegar em áreas rurais. O agronegócio nem espere que o 5G não vai chegar em áreas rurais. Nem o 26, nem o 2.3, nem o 2,3, nem o 3,3 a 3,7%, tem abrangência rural. Então, inclusive, nós acabamos de participar da consulta pública, que eu gostaria que Miriam olhasse muito a contribuição da Visa Net, que tem mais um monte de empresas que nós pedimos para participar também, que nós estamos solicitando que o WhiteSpace nós dividimos de forma que de 600 a 700, dois blocos de 35 possam ser utilizados, não em radiação restrita, que vai até 1 watts, e sim com potência mais elevada, fazendo uso da tecnologia RTE ou 5G. E essa frequência não pode ser vendida, ela tem que ser em caráter secundário para quem chegar primeiro. E o mundo rural tem que fazer, tem que reclamar essa frequência para eles. O mundo rural tem que falar, esses blocos 2,35 é do mundo rural e para quem chegar primeiro não pode ter um, dois competidores. Então, a esperança do mundo rural é o 5G. Mas até agora, nesse momento o mundo rural pode ser atendido com 4G. Então, o 4G e 4G,5 tem todo o sistema para a internet das coisas. O mundo rural, barato, longo alcance. Mas o 5G, na nossa visão, o 5G 3,5, banda larga fixa, com mobilidade, da área urbana. A cidade vai ter uma bolha, uma bolha de wires, e quando a pessoa está dentro de casa e está na fibra, saiu na porta, está dentro da bolha de wires. E as frequências mais baixas, com blocos menores, principalmente próximos dos 700, vai atender o mundo rural, com alta capacidade, e inclusive nos 600, os Estados Unidos já usa 600, já tem um ecossistema. Quando você falou que os Estados Unidos está investindo 8 bilhões em 5G em áreas rurais, porque lá já pode, lá faz uso de dois blocos de 35 em 600 MHz. Então, o AdStase que vai até 699, lá faz uso em LTE em 5G. Então, aqui no Brasil, nós temos que. A Business vai lutar muito, vai levantar essa bandeira, vai falar com o Mir várias vezes, já falamos algumas vezes no ano passado, na busca pelo bloco do 5G, com o bloco especial para PTT, mas essa frequência é que vai realmente alavancar o mundo rural, que vai atender o grande negócio, o grande agronegócio, o pequeno agronegócio, a população difusa, que nós temos aí 11 milhões de casas rurais, que esses 11 milhões de casas rurais, junto com o pequeno agricultor e o grande agricultor, representa mais de 30% do PIB brasileiro. Só um grande agronegócio, próximo de 25%. Mas o pequeno agronegócio gera mais de 30%. And se essa banda larga via 600 MHz, porque nós não temos aí os 700, não vai poder ser usado por pequena, já foi Liloar. Se essa frequência de 600, com dois blocos de 35, não chegar no mundo rural, daqui a 10 anos, nós temos, desses 11 milhões de casos, só 5 na área rural. Os outros já vieram para a cidade. Então vai gerar um grande problema. E quando você precisa hoje ligar uma UBS na zona rural, uma escola na zona rural, uma mulher que quer fazer um curso profissionalizando, que o Brasil está precisando nesse momento de curso profissionalizando. Nós temos um pessoal formando em segundo grau sem nenhuma experiência. E nós precisamos que o pessoal tenha, no mínimo, de 100 a 200 horas, de custo profissionalizante, aquele curso que injeção na veia quando ele entra na empresa, já entra produzindo duas semanas depois. Porque ele tem duas horas, 200 horas de conhecimento voltado para uma atividade de refrigeração, mecânica, elétrica. Ou seja, o Brasil, nem todo mundo pode pagar um curso superior sem estar trabalhando. Precisa estar trabalhando em custo superior. E trabalhando como? Não pode chegar. Hoje nós temos um grande problema aqui na BrisNet, nós temos quase 5 mil funcionários, que tem que ser lapidado. Não traz bagagem de conhecimento prático. Tem que ser lapidado tudo aqui. Então, o Brasil precisa de gente já terminando o segundo grau, com 200 euros de cursos profissionalizantes, e EAD é o caminho.
SPEAKER_05Gente, obrigado. Eu agradeço aí, o senhor já até respondeu uma segunda pergunta que eu tinha para o senhor, que era a questão dos casos de uso. Tivemos aí uma boa explanação sobre a estratégia da Blizanet e que provavelmente será a estratégia dos pequenos provedores nesse mundo do 5G. Eu passo agora a palavra ao Renato. Renato, uma das grandes dúvidas sobre a implantação das redes 5G pelas grandes operadoras é o modelo de rentabilização do negócio. Os investimentos necessários na rede 5G são maiores do que foram na T4G. E há muita discussão de que o modelo tradicional de business to consumer já não sustenta mais o investimento necessário. De que forma as operadoras estão se preparando para endereçar essas novas fontes de receita com 5G?
SPEAKER_04Bom, exatamente o que você comentou, né? Então, o modelo de voz e dados já está chegando ao nível de saturação significativo. Então a rede 2G foi planejada para a voz, né? Já teve uma expansão grande, os níveis de penetração são de mais de 100% da população. Os níveis de internet também estão em um nível bastante alto, inclusive no Brasil. A nova onda efetivamente é a internet das coisas, que é um mercado nascente, inexplorado, e a parte de desenvolvimento de aplicações. Então, essa camada de aplicações é super relevante e no fundo é o que vai gerar demanda para investimento em infraestrutura e para compra de smartphones mais sofisticados, toda a parte de semicondutores desenvolvidos na internet das coisas. Então movimenta toda a cadeia o fato de ter aplicações relevantes locais in cada um dos países. In terms of participação do segmento residencial, ou B2C, versus o corporativo, B2B, a gente espera que evolua de 30% das receitas das operadoras hoje, que é o segmento B2B, para 55% até 2023. Então deve ter uma transição bastante significativa, novos modelos de negócio surgindo e novas fontes de receita em diferentes verticais. No decorrer da live aumentaram aqui, setor de industrial super importante, cidade, saúde, mineração, agronegócio, todos têm potencial significativo. Em alguns casos isso vai ser feito via redes privadas. Eu sei que o CPQD já tem experiência em redes privadas com agronegócio, mineração já no Brasil também. Isso vai ser um negócio que vai decolar muito e vai estimular bastante o uso de 5G. Assim como o Wi-Fi 6 também está emergindo como uma tecnologia concorrente. Outra questão é Ed Computing. Vai haver uma transição bastante grande. Hoje em dia a boa parte do tráfego roda ou no core da rede de telecom, the operador, or ele vai para um data center remoto, aqueles data centers bastante grandes and robust to tratada information. So develop to decentralization, this computacional to get a lot of perfect usually and more perfect those applications that are rodent in this element B2B. For viabilizing the car connected and the car autonomous, for example, which is a great application, we have this intelligence in the read, and all this process of analytics for seeing the intention of a pedestrian to cruise the room, this will be made for ferraments of analytics of vision. And the ferrament of machine learning in the analysis in the data center, it is in the manner dâmica, instantânea, for that the car just whether it will be already perigo vindo in the process. So this will really revolution and vai existir uma habilidade as operadoras to gerenciar esse novo ecossistema em torno de cada aplicação. Não vai estar tudo mais no âmbito dela, internamente, resolver os problemas. Ela vai ter que operar muito em coordenação com os provedores de nuvem, os cloud providers, com os desenvolvedores de aplicação. Ela vai ter que estar realmente antenada e vendo onde ela pode se capacitar e entregar de ponta a ponta os serviços de 5G, e onde ela vai entregar isso de maneira coordenada com os outros players do ecossistema. E as formas de monetização vão variar. Pode ser a receita toda própria, como eu comentei, um serviço de streaming lançado com alta definição, realidade virtual, novos tipos de aplicação que são possibilitados, ou ela vai ter um share de receita a partir dos players, ou ela vai ter uma receita de colocation para colocar esses servidores na sua infraestrutura, para poder prestar esse cloud computing. Então tem várias formas aí de receita para poder viabilizar essa nova realidade e uma maior relevância do segmento B2B.
SPEAKER_05Perfeito. Essa corrida pelo 5G, ela traz aí grandes oportunidades, inclusive a gente vê algumas operadoras aqui no Brasil que já conseguiram mobilizar a sua infraestrutura com refarming, trabalhando com tecnologia de compartilhamento com o 4G da banda, mas a grande expectativa do mercado é o leilão, que vai abrir novas faixas de espectro que trazem muito mais capacidade e que vão potencializar o uso do 5G. Alguns países, eles postergaram, em função da pandemia, os seus leilões. O Brasil teve um pequeno atraso na questão do que se esperava. Quais são os prós e quais são os contras de ter essa pequena postergação da implantação do leilão do 5G para viabilizar a tecnologia?
SPEAKER_04Realmente teve atrasos em diversos países, como Canadá, França, Espanha, Portugal, Índia, inclusive o Brasil, né? In termos de prós e contras, né, que você perguntou, eu entendo que hoje o foco é realmente na operação crítica, é garantir que a conectividade esteja rodando, que todos possam ter acesso a isso, se tornar um serviço estritamente essencial para a população, esse serviço de conectividade. Então, até em alguns países, inclusive no Brasil, há decretos estabelecendo que realmente tem um serviço essencial que pode escapar da quarentena para poder fazer a manutenção de redes, dos postes e etc., para que a infraestrutura continue rodando e atendendo a população. Há uma segunda questão que a indústria in alguns países houve um impacto significativo, seja de semicondutores, de aparelhos, de celular. Na China, no pico do problema, também teve uma paralisação da indústria. Isso afeta tanto a produção quanto o consumo dos diferentes países. E a escala é o que garante o menor preço dos equipamentos. Então precisa ter condições mais favoráveis realmente para que se dissemine isso e ganhe a escala necessária para ir baixando o preço do dispositivo e do próprio hardware. Vai demorar alguns anos até chegar a esse ponto de escala. Isso a gente viu em todas as demais tecnologias. Então, por esse ponto de vista é positivo. O que a gente espera, sinceramente, é que o Brasil continue alinhado com os demais países em termos tecnológicos. Isso a gente já atingiu durante o 4G, em outras tecnologias, no 2G e 3G a gente lançou muito atrasado em relação aos outros países. A gente espera que no 5G a gente consiga efetivamente, no primeiro semestre do ano que vem, ter essa licitação para conseguir lançar o serviço. E tem muitos players de olho no mercado brasileiro, tanto as operadoras locais dispostas a investir, quanto outros fundos de investimento, players, muita gente olhando realmente esse mercado, e não só o mercado de infraestrutura, como eu comentei para você, como o mercado de data centers, de borda, como eu disse, mercado de aplicações. Isso deve ter um desenvolvimento gigantesco. Tanto para o 4G quanto para o 5G, então tem realmente muitos interessados aí no mercado brasileiro.
SPEAKER_05Perfeito, muito obrigado. Agora a gente passa para uma sessão aqui de um debate mais aberto, tá, gente? São questões que eu deixo aberto a todos aí exporem o seu ponto de vista. E eu começaria aqui com a questão das redes em relação ao espectro de radiofrequência, tá? Os blocos são de fato um insumo essencial para o funcionamento das redes 5G, os blocos de frequência, né? Então, como que a gente pode pensar numa garantia da sua utilização para que não haja desperdício da frequência para atendimento a pequenos municípios para que chegue efetivamente o 5G lá, e também muito da questão das redes privativas, que a gente vem notando um crescimento do assunto in âmbito mundial. Alguns estudos chegam a propor que as redes privativas, até mesmo na ocupação de espectro. Na opinião de vocês, as politicas atually vigentes, the regulatory vigente, there's something to be melted for an introduction of 5G exitosaurus in the place? Fiquem à vontade.
SPEAKER_02We encher the great problem that this is the vision of the Brazinet in this process of lily of frequencies. Pratically sort of used it. The espectro está in todo ambiente, in total. But 700 MHz, que é uma frequência nobre, não está sendo utilizado em 5% da área geográfica do território brasileiro. So desperdiçar, aproveitamento de frequência não é só vender. Vender não quer dizer que foi aproveitado. Isso é o que tem acontecido. Com 450 MHz em 2011, em 2015 700 MHz, ou seja, a frequência está indo o Brasil sem uso. Então, nós estamos buscando uma forma, estamos sempre colaborando em consulta pública, que a frequência tem que enxergar os mercados, quem pode atender o mercado, hoje quem pode atender regiões isoladas é o pequeno prestador. Então, os 700 MHz deveria sim, nesse leilão, está com um bloco destacado para o pequeno prestador. Já no 5G, nós colaboramos bastante na consulta pública, em todos os outros shops, para que viesse um bloco de 60 MHz, do bloco dos 400 MHz de 3,3 a 3,7 Hz, que é a frequência mais nobre no leilão, for now quatro blocos de 100, nós colaboramos bastante. Estive in 2019 in Brazil ajudando in collaboration pública andar, para que viesse um bloco destacado forqueno prestador. And this block destacado com bastante compromisso. Por que bastante compromisso? Ele tem uma vantagem, um modelo 10,90, o pequeno provedor paga 10% do valor, 90% é investimento. So isso vai atrair a atenção de muitos investimentos. Mas ele saiu muito bom. Como que ele saiu? Até agora, ainda está ainda sendo apurada essa consulta publica, mas nos bolsas edital saiu no formato que quem adquirir esse bloco tem que construir todas as cidades abaixo de 30K. Ou seja, no Nordeste tem 1.790 cidades, 1.500 abaixo de 30K. Então você pega uma região de um Piauí que tem 140 cidades com menos de 1.000 casas. Vai ter que fazer. Quem comprar esse bloco vai ter que colocar 5G nessas 140 cidades do Piauí com menos de mil casas. So, dessa forma, ele não vai ser desperdiçado, porque tem um compromisso, não é só vender. Pode ser que lá nessa cidade do Piauí, 60 MHz vai ser ativo nos próximos 4, 5 anos, mas os outros 340 em 2030 não estejam ainda ativados. Então, preocupar, não é só vender. Tem que ter compromisso de uso. Essa é a nossa visão. Perfeito.
SPEAKER_05Doutora Miriam, a visão do lado, eu sei que o gerenciamento do espectro, na verdade, é uma execução da Anatel, não do Ministério. Mas o Ministério impõe políticas públicas para que a Anatel execute. Na visão da senhora, como é que essa questão do uso do espectro é uma discussão corrente no Ministério?
SPEAKER_00Perfeito. É uma discussão, sim, muito importante do nosso ponto de vista, e você muito bem lembrou que existe uma divisão de atribuições entre o Ministério e a Anatel. Então a Anatel tem a competência legal por exercer a gestão do espectro, and nós, no Ministério, temos um papel de estabelecer prioridades, diretrizes, and fixar a política pública. Então, nesse sentido, em particular no que se trata do uso do espectro, vale lembrar que uma das premissas que consta da lei, da regulamentação da Anatel, é de que o espectro deve ser utilizado de maneira eficiente, o que inclui tanto a possibilidade de uso secundário do espectro, como também a necessidade de identificação de novas faixas para serviços de telecomunicações, por exemplo, as faixas de RF mais altas que hoje não são utilizadas. Então, a modelagem do leilão pela Natel deve necessariamente levar em consideração essa heterogeneidade do nosso mercado. Então, players em diferentes portes, grandes, pequenos, assim como demandas também diferentes, seja em relação ao atendimento da população em municípios menores, seja também com relação às aplicações industriais, como já foi discutido anteriormente e como a gente tem visto em outros países, como na Alemanha, por exemplo. Então, aqui eu queria só fazer um comentário de que a portaria do Ministério, então, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a Portaria 418, ela já busca endereçar essa questão. Então, é um primeiro ponto que ela menciona que a Matel deve considerar modelos de outorga de faixa e frequência em caráter primário ou secundário para esse tipo de aplicação industrial. Mas ela também estabelece uma série de premissas a serem consideradas pela Matel, que eu acho que são bastante alinhadas com as preocupações que o Roberto mencionou. And a idea de que tem que ser estabelecido prazos para o serviço ser ativado que, if not forem atendidos, possibilit the user daxa por terceiros interessados, com garantias de protection and not with user secondary, which typically don't have protection with interferências prejudices. A idea that a modelagem do leil deve viabilizar a manutenction or aumento of níveis oficial, and a idea of outorga de faixas in caracter primary or secondary, which I just mentioned for services of interest restrito. Then na TEL a gente vem a preocupação with a modernization of gesture do espectro, and this venture alinhado com as previsions da Lei 13879, o antigo PLC 79, which previu a possibility of a mercado secundário de espectro. And the decreto, publicado há pouco tempo, decreto 10.402, vem nessa mesma linha and busca estabelecer esses mecanismos mais flexíveis e mais eficientes que assegurem, no fim das contas, que o espectro seja utilizado de maneira eficiente em benefício da população.
SPEAKER_05Perfeito. Renato, pelo lado de quem está acompanhando e sendo um apoio até de consultoria a operadoras e, acredito eu, também para a indústria. Como que você vê esse binômio, essa disputa pelo espectro hoje? É uma realidade, a gente pode esperar isso, que o poder das redes privativas vai ser tanto a competir com as. Não diria competir, mas complementar as redes públicas?
SPEAKER_04Olha, eu entendo que as redes privativas vão ter dois cenários, né? Do uso de frequências licenciadas, quando for uma operação de missão crítica, e o uso de frequências não licenciadas também, quando não depender de uma cidade tão grande para trafegar um caminhão, por exemplo, de uma mineradora totalmente autônoma, você vai precisar de uma dedicação mais específica de equipamentos, frequência, etc. Para ter um monitoramento uma vez ao mês de um medidor de energia, você talvez não precise de uma frequência destinada, específica e tal. Acho que tem que ter maior flexibilidade, realmente. Acho que a Miriam comentou, né? Do mercado secundário, compartilhamento. Então, arranjos privados sobre o uso do espectro, para tornar o uso mais eficiente também. Não necessariamente ficar sob a posse de uma operadora durante 15 anos, ela fazendo uso ou não desse espectro. E na questão do âmbito privado, isso tende a se disseminar muito fortemente, especialmente nessa questão de indústria 4.0. Acho que o Igor, da BDI, comentou já um pouco no ambiente industrial, mas isso também permeia o uso para a agro, para a mineração, para outros setores muito importantes para a economia brasileira. Perfeito.
SPEAKER_05A gente fala muito de produtividade. Eu recentemente vi um estudo que mostra, inclusive, a demanda do setor de saúde, porque o 5G traz características de segurança cibernética mais evoluídas do que as tecnologias de espectro não licenciado. Então, existe uma série de estudos também que fazem uma ponderação de que redes empresariais, enterprise, o TCO das tecnologias MG e MT, podem ser competitivos em relação ao Wi-Fi em termos de OPEX. Então, acho que é uma coisa que a gente está vendo evoluir e cada vez mais ser demandado. Eu queria fazer um.
SPEAKER_04Só agregando um ponto, né? Em alguns casos, dependendo da indústria, para fazer todo o cabeamento de internet, você pode chegar a gastar 10 milhões de reais. Se você conseguir cobrir isso imediatamente com 5G para a missão crítica da operação, você economiza tudo isso. Você pode colocar as antenas e viabilizar a mesma operação sem toda essa infraestrutura local.
SPEAKER_05Perfeito. Eu tenho aqui um tema, uma pergunta, que é uma coisa que surgiu muito recente aí nos noticiários especializados, que é a questão da possível aquisição da Oi por um interessado em operar como rede neutra. O que vocês acreditam que isso pode trazer de necessidade de mudanças no arcabouço regulatório? A gente sabe que hoje alguém ter uma operação de rede móvel traz uma série de obrigações que teria uma certa dificuldade de serem atendidas num modelo de operação neutra. E, ao mesmo tempo, a gente sabe que o 5G demanda, pelo menos é muito propagado, que o compartilhamento de infraestrutura vai ser muito importante para diluir custos. Então, o que vocês acham que tem necessidade de mudanças no acabouço regulatório e até mesmo nos mercados, seja de operadores regionais e das grandes operadoras, se a gente vier a ter um operador neutro no país?
SPEAKER_02Eu vou começar falando da questão do mercado, operadores de rede neutra versus mercado, mas mercado no mundo dos ISP. Eu acho que o operador de rede neutra for infraestrutura física está atrasado 10 years. The pequenos provedors construir suas redes a lot of redeuther, digamos the operator who feels acquisient of the redeem, but outside of these redesign has construed an equivalent and those redesign juntas, the pequenos operadores of the Nordeste, for example, just quite doing, but in the future, three to three years, is the most redeem of infrastructure in the Nordeste, is the redeformation of those pequenos providers. So the question of a remote with an infrastructure backbone, FTTH, that was attrasadays. The big provider would have use the redeuther, but it might be a parceiro, girls, on the nossas redes que construction façon parte des grands operador neutral, when we have neglected trolling for another recurse. So essay the nossa vision. But the infraestrutura de rede física, backbone and FTH nice city, changed much target. It was acontecido 10 years at the time. When quiser colour um cabo, don't take mais. So na visão dos ISP, principalmente aqui do Nordeste, these redes are pouco utilizada for SP. Vai ser utilizado sim, but not relevância. Perfeito.
SPEAKER_05Alguém mais, algum comentário a respeito do assunto? Vamos lá, doutora Vina.
SPEAKER_00Eu vou comentar, mas eu queria dizer antes que é um tema que ainda está muito no campo da especulação, então as notícias que eu tenho são as que vêm da imprensa, do mesmo lugar que você tem, dos fatos relevantes publicados, and o que a gente tem lido a respeito disso é que haveria então essa ideia de criação de uma empresa realmente neutra, que não concorreria com as operadoras que já atendem ao usuário final no varejo, né? E que haveria então, se essa operação se confirmasse, a transição dos clientes da OIMOB para empresas regionais. Não cabe a mim, nem pessoal, nem institucionalmente, fazer qualquer avaliação quanto à viabilidade jurídica, regulatória dessa operação societária. But falando em abstrato, esse é um modelo de negócios bastante interessante, porque ele abre espaço em tese para que essa nova empresa neutra possa focar em cidades de menor porte or realizar investimentos na expansão da rede fibra ótica, que são demandas brasileiras muito importantes when a gente pensa no nosso cenário, enfim, alguns hiatos ainda de inclusão digital. E aí falando no arcabouço regulatório, a gente sabe que a Natel tem um arcabouço regulatório bastante consistente, bastante robusto de preservação da concorrência, ancorado no plano geral de metas de competição. But when a gente fala de uso do espectro, a gente vislumbra que talvez possam haver alguns obstáculos que requereriam atualização normativa. And in particular, no caso do SMP, do serviço móvel pessoal, a regulamentação do setor sempre esteve muito focada para a ideia de atendimento ao usuário final, com serviços de voz andados. And a idea de um operador neutro ensejaria talvez uma reflexão na esfera regulatória sobre necessidade de atualização. And this sentido é muito interessante observar que a Natel já lançou agora bem recentemente a consulta pública 51, que atualiza o regulamento uso do espectro, viabilizando outros modelos de negócios, inclusive potencialmente essa ideia do operador neutro, que é uma ideia de dinamização realmente da gestão do espectro, que está bem alinhada com a ideia de mercado secundário que a gente discutiu anteriormente. Por outro lado, quando a gente pensa na política pública, a gente tem uma preocupação de manter um ambiente que é saudável, que incentiva investimentos, que incentive a concorrência, mas também uma preocupação muito grande com os consumidores, com a preservação da quantidade do serviço. Então, certamente esses são elementos que teriam que ser considerados caso esse modelo de negócios viesse de fato a prosperar.
SPEAKER_05Perfeito. Eu participei hoje na parte da manhã de um evento junto com pessoas da Anatel, e me surpreendeu, até que eles mesmos comentaram, então é público, eu posso falar, que eles foram consultados durante o período da consulta pública do leilão do 5G por empresas estrangeiras de infraestrutura, para ter um interesse de trazer esse modelo para o país. Então, acho que não é mais uma questão de se, mas de quando.
SPEAKER_04Então, ia até comentar que a gente até já tem uma rede neutra que é da American Tower, que ela opera uma rede da internet das coisas na tecnologia LoRa. E aí tem outros revendedores ou players que fazem essa ponte com o usuário final, seja ambiente corporativo, etc., e ela se beneficia da escala que é gerada por esses revendedores. Então, quanto mais ela fomenta o ecossistema e tem mais aplicações no marketplace dela, ela vende mais conectividade.
SPEAKER_05Perfeito. Eu acredito que seja isso mesmo, o modelo econômico. A diferença da American Tower é que ela opera em banda não licenciada, essa solução de cobertura. Sim, sim. E como a doutora colocou, quando a gente fala do SMP, existem algumas coisas de obrigações, até mesmo em defesa do consumidor, que no modelo de rede neutra, em relação ao STEC, criam uma certa dificuldade regulatória, que vai ter que ser tratada. E acho que está sendo tratada com as novas consultas públicas e a evolução do marco regulatório. Bom, eu tenho aqui uma pergunta da audiência, a primeira delas é do Guilherme, da SINFENG, espero que eu tenha falado correto. Quais são as consequências de uma queda do funcionamento do 5G, já que todas as tecnologias estarão dependentes dessa nova forma de comunicação. Eu acrescento, como será suportada toda essa operação? Acredito que ele está querendo saber aqui como ficaria as aplicações de missão crítica em caso de uma falha de uma rede 5G. O que vocês esperam em relação a isso?
SPEAKER_00Bom, eu vou comentar aqui que, na verdade, o tema das infraestruturas críticas é um tema que já vem sendo discutido e trabalhado há bastante tempo, sob liderança do gabinete de segurança institucional. E eu ressaltaria que telecomunicações é infraestrutura crítica, não apenas no 5G, mas também no 4G, e por isso existem uma. De obrigações regulatórias que recaem sobre as operadores in termos de redundância de rotas, de continuidade, de medidas de segurança. Agora o 5G, de fato, vai trazer desafios mais importantes, quando a gente pensa que é uma tecnologia que tende a se tornar extremamente pervasiva e viabilizar aplicações que podem ser aplicações críticas, de risco à vida, vamos pensar em carros autônomos orgias remotas. And this is a desafio que mostra do mundo observado andere.
SPEAKER_05Perfeito. Alguém mais a comentar sobre isso? Senão eu já trago aqui uma segunda pergunta. Já no gancho do que a doutora comentou. José Luiz Albertin, diretor da Ryuma Consultores Associados, ele pergunta: é possível uma estratégia de segurança de dados no ambiente 5G? Acho que a gente já comentou um pouquinho, mas por favor, fique à vontade para comentar sobre isso. Acho que recai de novo para a senhora, a doutora Viva.
SPEAKER_00Eu não queria monopolizar, mas eu acho que tem duas dimensões que são muito interessantes. Uma é essa questão da segurança cibernética da infraestrutura de telecom, que eu mencione um pouquinho. Uma outra dimensão relativa à segurança diz respeito ao fato de que a gente tende a cada vez mais se movimentar em direção a uma sociedade hiperconectada, né? E o 5G acelera esse processo. Então, câmaras de vigilância, dispositivos conectados, internet das coisas, banda larga de ultra velocidade. Então, isso também, por sua vez, produz um aumento na quantidade de dados coletados e o desenvolvimento das capacidades computacionais também acelera as possibilidades de tratamento desses dados, de realização de inferências sobre isso, sobre o indivíduo. Nesse sentido, também, para além da dimensão de segurança cibernética, existe uma dimensão de proteção de dados pessoais que é muito importante ter em vista. Isso não se refere apenas ao 5G, mas de certo modo é ampliado ou potencializado pela tecnologia 5G em função dessas potencialidades de hiperconectividade. Então, eu diria que as duas discussões podem e devem andar em conjunto, né? Segurança cibernética das infraestruturas, dos terminais, dos dispositivos, e a proteção de dados pessoais dos indivíduos que têm seus dados coletados e tratados.
SPEAKER_05Perfeito. Gente, eu gostaria de agradecer, nós recebemos algumas outras perguntas aqui pelo canal do YouTube. E, infelizmente, pelo tempo não conseguiríamos responder, mas desde já eu agradeço os questionamentos, agradeço a participação de todos os palestrantes aqui. E retorno para Silene. Uma boa noite a todos. Fiquem aí também à vontade para se despedir andar sua ultra.
SPEAKER_00Agradeço muito, Gustavo. Foi um prazer enorme participant of this mesa junto com os demais panelistas. Parabéns pela initiative. Ficou atrás for the time.
SPEAKER_03Roberto.
SPEAKER_02Explanar extremely relevant. I have a suggestion that the process we explore the question of connectivity rural. We have projects structural, the rural, which I think there's a debt that can be attained. The Lil is a solution for this rural. These compromises are much for many cities, but not to attain these 11 million cases rural. So it's a suggestion for a process of debate with this question that represents pretty 30% of the PIB Brazilian and not sending.
SPEAKER_04Renato, for a parabéns for the live, acho que foi bem legal a discussion. Todos trouxeram pontos super relevantes para o futuro do 5G no Brasil. E agradecer também pela oportunidade de discutir isso por nosso ponto de vista e fico à disposição para continuar a discussão com vocês para a gente conseguir implementar o quanto antes essa nova realidade no Brasil.
SPEAKER_03Excelente. Bom, eu aqui em nome do CPQD, mais uma vez, quero agradecer muito, muito obrigado por vocês terem aceitado o nosso convite. Muito obrigada por compartilharem conosco tanta experiência, conhecimento, informações, sejam de coisas que vêm há algum tempo, sejam de coisas super novas, como apareceram aqui hoje. Muito obrigada, doutora Miriam, Roberto, Renato, muito obrigada. É curioso que a gente fique aqui preocupado com o tempo, mas a verdade é que a gente gostaria de ficar ouvindo mais, né? Um assunto traz o outro, uma conexão super relevante aqui, tantas coisas aqui nesse assunto, né? Mas a gente tem que realmente cumprir um horário, né? Muitíssimo obrigada, pessoal, obrigada mesmo. E eu quero agora também agradecer a todos que estiveram conosco até agora, que estiveram aqui nos ouvindo. Muito obrigada a todos. E quero aproveitar até aqui, já atendendo a um pedido do Roberto, né? Aqueles que ainda não se inscreveram, eu quero convidá-los a fazê-lo para a nossa próxima live, na próxima quarta-feira, no mesmo horário, às 17 horas, e o tema será a transformação do agronegócio pós-pandemia. Certamente a questão conectividade estará presente nessa nossa próxima live, ok? E também quero comentar que a gente está caminhando para o final dessa nossa primeira série de live. Então, essa nossa live da próxima quarta-feira será a última live dessa nossa primeira série. Mas eu peço que todos nos acompanhem, que logo estaremos aqui anunciando uma nova série organizada por alguns temas que nós entendemos ser bastante interessantes, relevantes e motivadores de muita discussão. Pessoal, muitíssimo obrigada, uma boa noite a todos e até a próxima. Abraço.