CPQD Podcast
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CPQD Relatório Anual 2024
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Olá! Hoje a gente vai mergulhar nos destaques do relatório anual de 2024 do CPQD. É uma referência, né? Quase 50 anos já em tecnologia aqui no Brasil.
SPEAKER_00Exato.
SPEAKER_02Nossa fonte são trechos desse relatório e a ideia é entender o que eles fizeram de principal, o foco, a visão de futuro, tudo sob aquele tema: expandindo fronteiras, conectando o mundo.
SPEAKER_00Um tema bem sugestivo, né?
SPEAKER_02Pois é. Ok, vamos analisar isso. O CPQD sempre se coloca na vanguarda, né? Tecnologias disruptivas, futuro sustentável, mas o que isso na prática significou em 2024?
SPEAKER_00Olha, os números já dão uma dimensão interessante. A gente está falando de mais ou menos 900 colaboradores e a produção intelectual é bem forte. Foram 20 novos pedidos de patentes, mais de 100 registros de software, sabe? 85 publicações científicas. E um dado que chama a atenção é o NPS, o Net Promoter Score. Ficou em 76.
SPEAKER_01Hum. NPS 76. O que isso quer dizer exatamente? É bom?
SPEAKER_00É excelente. Significa que eles estão na chamada zona de excelência. Basicamente, os clientes e parceiros estão muito satisfeitos, indicando um nível alto de lealdade.
SPEAKER_01Ah, entendi. Importante isso.
SPEAKER_00E tem mais, né? Na parte ambiental que você mencionou, uma redução, olha só, de 73% nas emissões diretas de CO2. Comparada ao ano anterior, é muita coisa.
SPEAKER_0173%? Pois é. Nossa!
SPEAKER_00Pois é. E mais de 13 toneladas de resíduos foram para a reciclagem. Mostra, sim, um compromisso que vai além da tecnologia, né?
SPEAKER_01Com certeza, faz todo sentido. E aquele tema do ano, expandindo fronteiras, conectando o mundo, isso sugere um foco bem grande em conectividade, certo?
SPEAKER_02O que brilhou mais aí?
SPEAKER_00Sem dúvida. Acho que o grande protagonista, sim, foi o Open Run.
SPEAKER_02Open Run. Explica um pouquinho pra gente.
SPEAKER_00Claro. Basicamente a ideia é abrir e flexibilizar as redes móveis. Evitar aquela dependência de poucos fornecedores gigantes, sabe? E o CPQD deu um passo enorme. Inaugurou o primeiro centro de testes e integração dessa tecnologia na América Latina. O OTIC. Isso é super estratégico para criar um ecossistema nosso aqui.
SPEAKER_02O OTIC na América Latina, puxa, e teve investimento para isso?
SPEAKER_00Sim. E foi pesado. Primeiro, uma doação bem significativa de equipamentos, 1,7 milhões de dólares, do governo dos Estados Unidos. Uau! E além disso, tem um investimento forte vindo da Embrapi, que fomenta a inovação industrial, e da FAPESP. Juntando tudo, são 120 milhões de reais para pesquisa e desenvolvimento em Open RAM.
SPEAKER_02120 milhões é um volume considerável.
SPEAKER_00Com certeza. E já mostraram resultados práticos, viu? Conseguiram interligar os laboratórios de teste, os teste beds, lá do Rio e aqui de Campinas. Funciona.
SPEAKER_02Que legal. Essa aposta no Open RAM parece um caminho interessante para ter mais autonomia tecnológica, né?
SPEAKER_00Exatamente.
SPEAKER_02Mas imagino que as frentes de inovação não ficaram só nisso, né? Teve mais coisa acontecendo.
SPEAKER_00Ah, sim, com certeza. Além do Open RAM, teve avanço em outras áreas de conectividade e também nas aplicações, né?
SPEAKER_02Como o que, por exemplo?
SPEAKER_00Olha, eles concluíram um projeto chamado Teranet. Esse é focado em sistemas óticos de altíssima velocidade - 1 terabit por segundo. Pensando já na internet do futuro.
SPEAKER_02Um T. Impressionante.
SPEAKER_00E fizeram testes bem interessantes de conectividade via satélite para a internet das coisas, o NBIOT, NTN. Isso é crucial para lugares remotos, tipo para o agronegócio, por exemplo.
SPEAKER_02Hum, conectar o campo, né? Faz sentido.
SPEAKER_00Exato. E na parte mais de aplicação e infraestrutura, eles expandiram um laboratório de inteligência artificial, o LCA, um investimento de quase 9 milhões de reais aí.
SPEAKER_02EA continua sendo chave, então?
SPEAKER_00Fundamental. E testaram também o 5G FWA, sabe? Aquele acesso à internet de banda larga sem fio, usando o 5G. Sei, sei. Testaram em escolas públicas com velocidades ótimas, chegando a quase 1 gigabit por segundo. E também em zona rural.
SPEAKER_02Que impacto, hein? Levar essa velocidade para escolas.
SPEAKER_00E não para aí. Desenvolveram provas de conceito de gêmeo digital, que é tipo criar uma cópia virtual de um processo ou produto para poder testar, otimizar. Ah, sim, o Digital Twin. Isso. Fizeram isso numa indústria odontológica, usando a plataforma de inteligência de dados deles. Mostra a versatilidade, né?
SPEAKER_02Muita coisa mesmo. Tecnologia de ponta sendo desenvolvida e, o que é importante, aplicada. E como isso tudo conversa com aquela parte de responsabilidade socioambiental que você falou lá no começo?
SPEAKER_00É, eles têm uma visão ESG, ambiental, social e governança, bem clara, bem definida, com metas ambiciosas, viu? Tipo. Tipo ser carbono zero até 2030? E ter 50% de colaboradores de grupos minoritários também até 2030.
SPEAKER_02Metas fortes. E em 2024, o que fizeram de concreto nessa linha?
SPEAKER_00Ah, bastante coisa. Renovaram a certificação ambiental ISO 14001. Fizeram o primeiro censo de diversidade interno para entender melhor o próprio quadro. Atualizaram a governança com uma nova carta de ética para fornecedores. As ações vão desde a gestão de resíduos eletrônicos, em parceria com a Green Electron, até campanhas de conscientização sobre o uso de água, energia. E também ações sociais, como apoio a ONGs, campanhas de doação.
SPEAKER_02Percebe-se então que a tecnologia e a sustentabilidade caminham juntas por lá.
SPEAKER_00A ideia é essa.
SPEAKER_02E essa inovação toda não acontece isolada, né? Imagino que tem um ecossistema em volta do CPQD. Como funciona isso?
SPEAKER_00Exato, eles atuam muito como um hub, um ponto de conexão. A unidade Embrapi e CPQD, por exemplo, que eu mencionei por causa do Open RAN, já tem um histórico impressionante. Em 10 anos, foram mais de 120 projetos, com quase 130 empresas parceiras. Um investimento total que passa de 180 milhões de reais.
SPEAKER_02Nossa, é um volume grande de colaboração.
SPEAKER_00Muito grande. E tem outras iniciativas, como o Nexus CPQD, que é focado em criar conexões estratégicas, e o BisLab, que é um espaço para experimentar novos modelos de negócio com as tecnologias que eles desenvolvem. E até capacitação, como o Sisphoton, para formar gente em fotônica.
SPEAKER_02Então é um esforço para garantir que a inovação não fique só no laboratório, né? Que chegue ao mercado.
SPEAKER_00Exatamente. Para gerar impacto real na economia, na sociedade. Olha, para mim fica bem claro que o CPQD se consolidou mesmo como um ator central na inovação tecnológica brasileira em 2024. Deram um impulso muito forte para a conectividade aberta com o Open RAN.
SPEAKER_02Sim, isso ficou evidente.
SPEAKER_00Avançaram em IA, em outras tecnologias de fronteira, como gêmeos digitais 5G, demonstraram um compromisso ISG bem consistente e fortaleceram muito o ecossistema de inovação em volta deles.
SPEAKER_02Faz sentido. Isso deixa a gente com uma reflexão importante para o futuro, né?
SPEAKER_00Pois é, fica a pergunta. Qual vai ser o impacto a longo prazo de tudo isso? Dessas tecnologias, Open RAN, o 5G evoluindo para o 6G e a generativa que está aí, os gêmeos digitais e dessas parcerias que estão sendo formadas. Qual vai ser o impacto real na autonomia tecnológica do Brasil e na transformação de setores-chave como telecom, indústria, o próprio agronegócio?
SPEAKER_02Uma ótima questão para a gente continuar acompanhando. Fica aí a provocação.